Prazer, eu sou a Sophia

Se eu tivesse anotado o nome do profissional que fez a minha primeira ecografia, com certeza eu iria atrás dele e diria “se você não quiser mais ser médico, pode ser vidente” porque a frase “data prevista para o parto, 06 de fevereiro” marcou minha vida.

Como eu não sei a data da concepção da Sophia e minha menstruação veio até o terceiro mês certinha e no quarto mês veio falhada, nos questionários que perguntavam “data da última menstruação” eu respondia uma coisa que não condizia com a data que Sophia nasceria, então o único meio de prever era pela ecografia.

Para quem não entendeu, é o seguinte. Quando a gente faz ecografia para ver o bebê, o médico faz uma medição que vai da cabeça até o bumbum do feto, e de acordo com esse comprimento é feito um calculo baseado numa tabela que dá a idade gestacional. Então estima-se que o bebê tenha tantos meses ou semana, daí dá-se uma data aproximada. Com o passar da gravidez, e essas medições sendo constantes, se constata a data gestacional. Em todas as outras ecografias, a data para o nascimento da Sophia eram 08 ou 10 de fevereiro, somente a primeira, aqueeeela que eu fiz para ver se eu estava grávida deu como 06/02.

Na primeira consulta do último mês, meu médico resolveu deixar marcado a cesariana para o dia 08/02 às 07 horas. Confesso que fiquei com um pouco de medo de marcar, vai que Sophia fosse um bebê gigante e ela não estivesse tão pronta assim, e não gostei da idéia de agendar o dia do nascimento da minha filha, tipo “Ah, vamos no cinema amanhã? Amanhã não vai dar, minha filha vai nascer”, sério, não curti.

Quando fui à consulta do dia 02/02 para ver se estava tudo certinho, meu obstetra falou:

Médico: Vamos antecipar para sábado o parto?

Eu: Por quê?

M: Assim a gente conhece Sophia mais rápido.

E: Para quando então doutor?

M: Sábado, dia 07, às 07 horas da manhã, bem cedinho.

E: Mas sete horas é muito cedo. Se bem que eu nem vou conseguir dormir. Então tá.

M: Então volte aqui no consultório na sexta-feira, 06/02, ás 16 horas pra gente ver tudo certinho.

Eu fui embora, bem pensativa, afinal era segunda-feira e no sábado eu iria conhecer minha princesa. Cheguei em casa e comecei a arrumar a mala, comprar todos os itens que a maternidade pedia como higiene para a mãe. Deixei tudo pronto.

Terça-feira, eu tinha ido pro consultório com a minha mãe trabalhar (sim, eu não saí do trabalho até Sophia nascer, trabalhei até o último dia), o porteiro do prédio liga para o consultório “olha, tem um barulho de água vindo do apartamento de vocês, (somos moradores do primeiro andar) e está pingando água pela garagem, acho que algum cano estourou”.

Eu corri para casa. E para minha surpresa um cano do banheiro estourou e ALAGOU todos os quartos do apartamento. Pensa enchente. Alagou tudo. E com isso lá se foi à mala da maternidade. Corre com a mala para a lavanderia e pede urgência. Chama empresa de secagem. Chama encanador. Deus amado, que sufoco! Agora era pedir pra Deus ficar muito calor para secar o carpet.
Passado o susto da enchente, e Deus nos deu muito calor naquela semana, eu comecei a virar um pão de tão inchada. Na noite de quinta-feira eu fui à casa do meu namorado (a gente morava ainda cada um com seus pais) e chorei, chorei, chorei! Estava cansada da barriga, cansada do peso, cansada de não dormir direito. AAAAAAAAAAA

Vim pra casa, tomei banho e dormi. Quando eram cinco horas senti uma pontadinha bem estranha na barriga, tipo pontada de cólica menstrual. Tá, passou! Deu mais um tempo e a pontada voltou. Ia e vinha. Isso bem leve e com intervalos de tempo bem longos.

Quando eram umas sete horas começou a ficar mais forte e com um ritmo mais freqüente, ora a cada quinze minutos, ora a cada oito. Eu me levantei e fui acordar minha mãe. Ela levantou e disse “vai tomar banho, lava o cabelo que a gente vai fazer uma escova e depois liga pro Ramon (sim, esse é o nome do meu namorado)”.

Eu obedeci, afinal, é melhor obedecer do que sacrificar. Fiz tudo certinho, até que as pontadas começaram a ficar fixas de dez em dez minutos. Liguei para meu obstetra e ele disse “vai até o hospital que eles já vão estar te esperando, mas de tarde temos consulta e vemos o que é”. Eram umas dez horas quando fui até o hospital fazer um exame chamado cardiotocografia, ou cardiotoco. É um exame que mede a freqüência cardíaca do bebê em relação às contrações uterinas. A cada contração do bebê, a gente aperta um botãzinho. O som é bem chato, fica fazendo “tuc, tuc, tuc, ... piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, tuc tuc”. Por esse exame Sophia não estava ainda pronta pra nascer e eu estava com 2 cm de dilatação.

Saí do hospital e fui comprar os chocolates das lembrancinhas de maternidade. Aproveitamos para comprar mais umas roupinhas quando veio A contração. Ela estava de cinco em cinco minutos quando passou de minuto em minuto. Pedi para minha mãe ligar para o Dr. Edison. Ele disse “corre pro hospital”.  Chegamos lá, em dez minutos ele chegou e eu ainda estava com 2 cm de dilatação. Quando ele colocou a mão na minha barriga e sentiu a contração, o Dr. Edison me olhou como um pai olha uma filha e disse “vamos conhecer a Sophia agora?”. Sim queridas, eu iria conhecer minha princesa naquele momento.


Era sexta-feira, 06 de fevereiro de 2009, às 13 horas e 45 minutos quando ouvi o tão esperado choro da Sophia. Era um “unhé, unhé” tão lindo. Sophia não nasceu tão linda assim, mas era a minha Sophia, toda trabalhada em encanto, com seus 50 cm e 3,495 kg de muita gostosura. Ela era tão quietinha, pouco chorou. Mas fez muita gente grande encher os olhos de lágrimas com sua doçura e presença.

Seja bem vinda Sophia. Bem vinda ao mundo que tanto te ama minha filha!  




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Promoção!!

Começou ontem, 15/02, aqui em Curitiba a feira “Mega Gestante e Bebê”. A feira acontece no centro de exposições do Parque Barigui e rola até domingo, 20/02. A entrada é gratuita e o horário de funcionamento é das 14 horas até as 22 horas.


É uma ótima oportunidade para as futuras mamães comprarem peças do enxoval por um preço bem atrativo, afinal, é uma feira voltada para o varejo com preço de atacado.

Soube que vai rolar o sorteio de um quarto completo. Para se inscrever no sorteio é só ir à feira e fazer o cadastro, não precisa comprar nada. Desde a entrada o visitante já entra num clima de preservação ambiental, o tema da feira proposto para esse ano. Quem já é mamãe e quer visitar a feira pode levar seu filho numa boa, o espaço conta com fraldário, sala de amamentação (o que para quem tem filho pequeno é de extrema importância) e parque infantil com brinquedos infláveis seguros e com recreadoras.

Vale a pena fazer uma visitinha, não custa nada e ainda concorre a um quarto dos sonhos.

Mais informações no site da feira Mega Gestante e Bebê

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Mamãe comeu fermento.

Há algum tempo venho pensando em escrever um texto com esse título, daí uma amiga anônima me postou um comentário pedindo que eu falasse da sensação da barriga crescendo, então, creio que Deus me deu essa oportunidade agora.

Quando eu estava grávida, mas ainda não sabia, eu comecei a engordar da mesma maneira que todas as pessoas engordam quando exageram na alimentação nada saudável. Eu descobri que estava grávida numa quarta-feira na hora do almoço; nesse momento eu estava com uma calça jeans da ‘Cavalera’. Na quinta-feira quando fui me vestir para ir à faculdade, a calça não fechava mais, minha barriga que antes era lateral, se tornou frontal em 12 horas! Tive que ir ao shopping fazer compra de roupa na hora!

A cada dia, minha barriga crescia um pouco. A barriga vai ficando bem dura e parece que a pele fica beeeeeeem fina. Me sentia muito estranha quando ia tomar banho, porque a gente vai tirando a roupa e fica só a barriga. Aliás, o banho era um dos momentos mais gostosos do meu dia como grávida. Era um momento meu com a Sophia (até hoje o banho é um momento único entre eu e Sophia); era a hora de respirar fundo, fazer massagem e olhar as mudanças do corpo: o seio aumenta (meu namorado diz que eu tinha que ter fotografado meu seio e levar para um cirurgião plástico pedindo “quero desse tamanho”); o quadril deu uma leve aumentada e minha bunda ficou ENORME! Grande e dura. Agora a pança... era muito estranha.

A gente que tem facilidade de engordar se “acostuma” com aquela pancinha maior e com gordurinhas. Agora quando estamos grávidas, a barriga cresce bem para frente, não cai e é dura. O caminhar fica lento e a respiração fica ofegante. O sentido espacial é afetado; se tentarmos andar sobre uma linha retilínea não conseguimos.

Sophia tinha alguns horários bem específicos para se mexer. Diariamente, às três da tarde e na hora da novela das nove era certeza que ela iria se manifestar. Depois de se virar, nadar e dançar, ela se alongava e deixava seus lindos pezinhos embaixo da minha costela. Ui que dor! Eu tinha que fazer vários movimentos para que Sophia tirasse seus pés dali. Em todas as ecografias, ela estava dormindo.

Não tive azia, enjôo, náusea, dores de cabeça nem cãibras, graças a Deus. Estrias. Bem, no último mês de gestação Sophia conseguiu crescer uns três centímetros, o que me deram algumas estrias sim, mas não estou preocupada com elas. Não as amo nem as odeio, só preferia que elas não tivessem aparecido. Na gestação eu não engordei muito, pelos meus cálculos foram uns 15kg, meu problema veio depois. Meu metabolismo simplesmente parou de funcionar e engordei depois que Sophia nasceu. Isso sim me deixa chateada. Pretendo voltar ao corpo antigo esse ano.

Sophia dentro de mim era uma coisa tão encantadora porque eu sabia que era outra pessoa, outra vida, tão independente, mas que ao mesmo tempo era dependente de mim. Deu para entender? Ver, sentir e acompanhar o crescimento diário da minha barriga era a certeza de que o desenvolvimento da Sophia estava perfeito. A cada exame, a cada visita ao obstetra era a felicidade de ver que eu estava fazendo tudo direitinho e que a cada segundo meu lado “mãe” crescia. Como disse a nossa amiga Marianna, “na hora do nascimento nasce com a criança uma mãe..

Depois que Sophia nasceu muitas foram às vezes que senti saudade da minha pançona. Quando vejo uma grávida desfilando sua marcha anserina penso na minha caminhada. Mas é só saudade. 



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Mulher pata


A gravidez dura nove meses, mas parece que passou tão rápido. Ah é, a minha durou cinco meses, deve ser por isso que muitas vezes vejo uma futura mamãe desfilando com sua “pançona” e me da uma saudade!

Bom, se bem que desfilar é uma maneira bem carinhosa de falar sobre o caminhar das gestantes, afinal de contas, todas nós sabemos que no fundo a gente começa a andar como patas no final de gravidez, e isso tem um nome: marcha anserina. Segundo o site http://www.fisionet.com.br/ "O quadril aumenta seu tamanho para ampliar o espaço e abrigar o bebê e a gestante para andar tem que voltar os pés para fora – Marcha Anserina (andar de pata).", por isso grávida não anda, marcha!

Eu era uma pessoa que tinha uma paciência bem curta e me irritava profundamente com pessoas que andavam devagar na rua, no mercado, no shopping, e parecia que elas sempre andavam na minha frente. Um dia, eu e meu namorado estávamos passeando no shopping e eu não consegui seguir mesmo ritmo dele; me irritei porque ele estava saindo correndo na minha frente. Daí ele parou, olhou bem nos meu olhos e disse " sabe aquelas pessoas que andam devagar bem na sua frente e você se irrita?" eu rapidamente e irritadíssima respondi "claro, aquelas múmias que ficam paradas bem na minha frente, odeio", na mesma hora ele responde "então, agora você é uma múmia também!". Que nervo! Mas respirei fundo e reparei mesmo que eu demorava horas para chegar do estacionamento ao cinema no Park Shopping Barigui. Acho que Deus diminui nosso ritmo de caminhar porque sabe que andar com criança é 0 ou 100 km/hora.

Além dessa marcha vergonhosa, as futuras mamães costumam andar com as mãos sobre a barriga, acho que é um instinto de proteção materno que nasce e cresce junto com a barriga. Parece que se a gente coloca a mão sobre a barriga fica tudo bem, ninguém vai esbarrar na gente no shopping, seremos bem tratadas na fila do supermercado e todos sorrirão pra gente na rua.

Outro fenômeno que começou a se tornar comum a partir do sétimo mês era derrubar alguma comida sobre minha barriga. Todos os dias, a comida que estava sobre o garfo sofria uma força gravitacional mais forte que a força da inércia e com isso, minha camiseta sempre saía de casa limpa e voltava suja.

Os meses foram passando e a barriga crescendo. O enxoval já na reta final e o sono começou a ser comprometido. Agora era começar a fazer planos para duas: a gente vai fazer, a gente vai viajar, a gente vai na festa, a gente .....



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Criança feliz é aquela que cria!!

Eu apoio a causa da Pritt, uma empresa que se preocupa com o desenvolvimento saudável dos nossos frutinhos!
Estudos independentes, feitos em diversos países, chegaram a uma importante conclusão: a participação dos pais na vida dos filhos traz inúmeras consequências positivas, como melhora do rendimento escolar e a formação de pessoas mais seguras, equilibradas e conscientes.
Os educadores concordam que essa participação é benéfica para todos, mas que ela é difícil mesmo em escolas que apoiam essa integração. Os pais, por sua vez, são unânimes em reconhecer a importância dessa participação, e gostariam, sim de participar mais.
Mas não basta querer - é importante agir e fazer isso acontecer. Essa bandeira já está de pé, e agora é sua vez de agir. Seja um embaixador da causa, ajude a divulgá-la, participe das oficinas e faça ouvir a sua voz.
Acessem http://www.pritt.com.br/monmaternite e colabore você também.


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Compras!!!

A natureza feminina gosta de compras. Roupas, calçados, maquilagens e cremes mexem com o imaginário e o limite do cartão de crédito de muitas mulheres. Quando engravidamos, todos esses gastos são deixados de lado e vivemos em busca das peças mais lindas que possam compor o enxoval do nosso frutinho!

Num desses passeios no shopping, visitando uma loja, recebi de uma vendedora uma lista com os itens básicos para o enxoval do bebê. Ui, que susto! Eram tantos itens que me desesperei. Ao longo da gestação fui aprendendo o que eram cada um desses itens e suas funções.


*06 a 08 conjuntos de pagão: eu não tinha a menor idéia o que era “conjunto de pagão”. É a calça e blusinha de algodão, alguns têm uma golinha bordada e é usado embaixo do tiptop. Sophia não usou nenhum! Para não dizer que nenhum, o primeiro presente da Sophia foi um desses conjuntos dado pela minha irmã, então colocamos como primeira roupa. Minha filha desde que nasceu odiou aqueles “pézinhos” embutidos na calça do conjunto. Então para mamães que passarem por isso ou querem evitar esse gasto, aconselho comprar aqueles conjuntos de malha, o mais comum é da “Malhas Lyon”. São bem quentinhos e o pézinho é opcional, se você quiser, é só virar a barra!    

*06 a 08 bodys manga curta/06 a 08 bodys manga longa: são camisetas que tem botões entre as pernas, parece um maiô. Imprescindível para a vida do bebê. Podem ser lisos, bordados, coloridos ou monocromáticos. Os bodys são usados até uns dois anos de idade!

*03 cueiros: são mantinhas de algodão. Antigamente, era comum usar os cueiros para enrolar o bebê como se ele fosse um pãozinho! Deixa o bebê bem quentinho e com a sensação de estarem dentro da barriga ainda. Sophia nunca ficou dentro de um cueiro. Ela fazia de tudo e mais um pouco: era uma proteção entre Sophia e o carrinho; uma cobertinha leve e macia quando íamos passear no colo ou no bebê conforto.

*12 panos de boca: são aquelas fraldinhas de pano para a gente fazer a higiene da boca do bebê. Quando eu recebi a lista e vi o número de paninhos de boca, eu juro que achei exagero, mas nos primeiros meses de vida, Sophia usava uns cinco, seis até uns sete paninhos por dia! A cada mamada suja um pouquinho daí você coloca pra lavar, daí tem aquela regurgitação normal do bebê alguns minutos após a mamada, então são duas em questão de uma, duas horas. Imagine isso ao longo de um dia! Então futuras mamães, minha dica é: comprem menos cueiro e mais paninhos de boca. 

Eu optei em dar chupeta para a Sophia (conversei com a minha mãe que é dentista e ela liberou), então desde que nasceu ela usa uns paninhos que tem uma espécie de alça para ser presa na chupeta. Para quem quer dar esse maravilhoso calmante, indico esses paninhos!

Tip Top
*05 a 08 'tip top': são aquelas roupinhas que vão da cabeça aos pés. Um macacão. Tem aqueles com pézinhos e sem pézinhos (vocês já sabem minha opinião sobre os pézinhos). São muito fáceis de usar porque não aperta em nada o bebê, a única coisa chata é que para trocar a fralda tem que tirar toda a parte de baixo do tiptop.

*03 mantas de fio ou lã: olha, Sophia tem uma de fio que usávamos para sair, no dia a dia, Sophia usava uma manta de suedine. Um tecido bem fresquinho, mas que no frio esquenta e no calor fica gostoso. São lindas, não dá bolinha no tecido e eu acho hiper moderna.
Saída de maternidade

*01 saída de maternidade: é aquela roupa que você vai colocar no seu frutinho para que ele seja bem-vindo ao seu novo lar. É um conjunto de macacão, body (ou um conjunto pagão) e uma manta, tudo combinado!






Resumindo, quando a gente está grávida do primeiro filho, a gente compra toda a lista e mais um, dois, três, vinte vezes mais do que é pedido com medo de ser pouco e porque não conseguimos segurar nosso cartão, quando vemos uma roupinha e falamos “ai meu Deus, que coisa linda!”. 


Fotos retiradas do site Bebê Boutique

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Hoje vai ser uma festa!!!




Bom dia queridas! Esse post vem assim, rompendo a linha do tempo da minha experiência como gestante para agradecer a Deus pelo maior presente da minha vida: o aniversário da minha princesa!
Domingo, 06/fevereiro, minha Sophia completou 2 anos! Foram 24 meses de muitas descobertas; 730 dias de muitos sorrisos; 17.520 horas de muita ansiedade; 1.051.200 minutos de razões para ser feliz!
Agradeço a todos que estiveram juntos conosco nessa caminhada, desde a gestação até a comemoração! Muito obrigada!





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Borboletas no estômago!

Vocês se lembram do salto que a ginasta Dayane dos Santos fazia em suas apresentações de ginástica artística? Então, Sophia com quase seis meses de gestação dava vários “duplo twist carpado” muito melhores que a autora do salto. Nunca vou me esquecer à sensação de quando senti a Sophia se mexer pela primeira vez, parecia um frio na barriga, como aqueles que a gente sente no carro quando estamos em uma velocidade mais alta e passamos por uma grande lombada.
Quando Sophia começou a crescer, o ballet começou a virar judô. O espaço dentro da minha barriga começou a ficar escasso, e era cada vez mais constante o encontro pés/costela. Olha, isso não era muito legal. Eu tinha que fazer um malabarismo com o corpo para que Sophia procurasse outra posição para tirar uma soneca.
Graças a Deus eu não sei o que é enjôo nem azia, mas nos primeiros meses de gestação, eu fiquei bem sensível, chorava vendo um passarinho voar. Minha mãe disse que eu chorava e falava “ninguém me ama, ninguém me quer”. Sono? zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz .... meu Deus, como eu tinha sono! Eu já sou preguiçosa por natureza, mas na gravidez, eu só pensava em dormir. Eu chegava em casa do trabalho lá pelas 19 horas, tomava um lanche, ia para o banho e me deitava quando começava a novela (na época passava “A Favorita”). Eu tinha que deixar a televisão com o “sleep” programado, porque eu não conseguia chegar a metade do capítulo acordada.
Deus foi bem sábio fazendo a mulher grávida sentir sono! Futuras mamães: DURMAM!!! Se puderem, durmam sempre que esse sono vier. Eu sempre tirava um cochilo depois do almoço no consultório da mãe.
Dormir durante a noite era um prazer, várias horas para relaxar. Mas durante a minha gestação, parecia que o sono era mais leve, acordava com facilidade. A única coisa que foi difícil fazer foi deixar de dormir de bruços. No final da gestação, meu médico pediu para eu sempre deitar com o lado esquerdo do corpo para baixo. Eu até tentava, mas daí eu acordava e estava de bruços novamente. No último mês de gestação eu brigava com a cama. Sophia só dorme de barriga para cima!
Aqui vão cinco dicas bem simples e que fazem uma diferença bem grande durante os nove meses de gestação:
1. Coma algo leve antes de dormir, em pequena quantidade, como um copo de leite e uma bolacha. Assim, evita-se acordar com fome no meio da noite;
2. Use roupas largas e confortáveis. Uma boa dica é dormir sem calcinha. Grávida tem excesso de secreção vaginal e a medida evita infecções;
3. Procure dormir oito horas por noite. Faz bem à saúde. E, depois que o bebê nascer, vai ser mais difícil descansar;
4. O ideal é dormir de lado. Prefira o esquerdo, porque nessa posição você não comprime a veia cava e não prejudica a circulação;
5. Três travesseiros fazem toda a diferença. Coloque um sob a cabeça, um abaixo da barriga e outro, mais fino, entre as pernas.
*Fonte site Revista Crescer  

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É dada a largada!

Passado o susto da descoberta é hora de correr pro médico! Como eu não tinha um ginecologista, e não queria percorrer todos os médicos credenciados pelo meu plano de saúde até conhecer um que me desse segurança, optei em consultar o ginecologista da minha mãe. E me apaixonei por ele! Fomos eu e meu namorado na "nossa" primeira consulta. Já cheguei com alguns exames de sangue e a ecografia, todos solicitados pela minha médica que é clinica geral. Lembro-me bem que quando saímos da consulta, minha mãe foi falar com ele. Ele olhou bem em seus olhos e disse “Que susto hein! Agora está tudo bem!”.
Daí em diante começaram as baterias de exame. Precisávamos ver como estava a minha saúde e a da Sophia (nessa altura eu já tinha sexo e nome definido).
No período conhecido como "pré-natal", que compreende os três primeiros meses da gestação, as futuras mamães precisam fazer alguns exames e tomar alguns cuidados extras com a saúde. O cuidado com a alimentação deve começar antes mesmo de engravidar.  Ingerir alimentos mais saudáveis e ricos em vitaminas é um bom começo, mas se isso não for suficiente, alguns médicos optam por dar complementos vitamínicos para que a mamãe e o bebê possam passar os nove meses bem nutridos. Quando as futuras mamães procuram seus médicos relatando o desejo de engravidar, eles já recomendam que elas comecem a tomar ácido fólico, ou vitamina B9. Essa vitamina tem função de auxiliar no tratamento de algumas doenças cardiovasculares, mantém os espermatozóides saudáveis, reduz risco de mal de Alzheimer e é um componente indispensável para uma gestação nota mil, afinal combate a anemia e participa da formação do tubo neural do feto.
Nas férias de janeiro de 2008 eu e meu namorado descobrimos que as quartas-feiras o cinema era mais barato e fizemos um acordo de que iríamos todas as quartas-feiras no cinema. Como o ingresso era mais barato, a gente comprava baldão de pipoca e refrigerante.

Numa certa madrugada de sono mal sucedido eu liguei a televisão e estava passando um programa sobre a plantação de grãos nos solos paranaenses e sua importância na alimentação. Arroz, soja, trigo, cevada, aveia, milho. Aí começaram a falar sobre receitas e dicas para uma boa alimentação e falaram da pipoca, que é um alimento de baixas calorias se feito com pouco ou nenhum óleo, saboroso e rico em ... ÁCIDO FÓLICO! Sim queridas amigas, pipoca é rico em ácido fólico. Eu não tomei nenhuma drágea de vitamina B9, mas me diverti muito no cinema comendo baldes, combos mega gigantes de vitamina B9! Comecei a chorar vendo a matéria e tendo certeza que Deus cuidou de mim e da Sophia, mesmo eu nem sabendo que ela já estava crescendo no meu ventre!
Depois de todos os exames feitos e tendo a certeza que Sophia estava bem, cheia de saúde e sem nenhuma deficiência, era hora de começar a preparar o enxoval.

Obs.: Olha, não é só comendo pipoca que a gente consegue a vitamina B9. Espinafre, gema de ovo, fígado e vegetais de folhas verdes são ótimas fontes de ácido fólico. Eu não tenho nenhum dado de que somente a ingestão de pipoca seja suficiente, meu relato é o testemunho de que Deus já estava cuidando da minha gestação, porque eu não como nenhum desses outros alimentos que me dessem vitamina B9 e porque eu também não previ nem imaginei que estava grávida durante o período pré- natal. 

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Parabéns, você está grávida!

Com certeza uma das frases mais marcantes na vida de uma mulher. Saber que está grávida é uma surpresa em todos os momentos: se foi planejada, um descuido, solteira ou casada, ouvir a palavra “gravidez” faz com que seu coração acelera, seu corpo gela, as palavras não saem pela boca e por alguns segundos sua cabeça fica tão vazia que a palavra “grávida” ecoa dentro dela.
Eu engravidei solteira, estava namorando, mas jamais imaginei que a cegonha iria me visitar tão cedo. Eu estava com 21 anos quando recebi a notícia!
Ai ai, essa cegonha!
Quando questionados pelos seus filhos sobre a vinda dos bebês, alguns pais contam uma das histórias mais fantasiosas que existem. “Um dia, eu e o papai pedimos para o papai do céu um bebê lindo. Aí um dia, seu pai plantou uma sementinha na barriga da mamãe e ela começou a crescer! Passaram-se nove meses e a cegonha trouxe você enroladinha num cobertor bem macio e disse que você era o presente do papai do céu”.
Sementinhas, cegonhas e presentes à parte, o importante é que na minha vida Sophia não foi plantada, pedida, nem trazida, Sophia deve ter caído do bico da cegonha, só pode! Descobri que estava grávida aos 4 meses de gestação! Sim queridas, quatro meses! E por um exame de farmácia! Nem pude pedir pro papai do céu detalhes como cabelo liso, olhos azuis, nariz arrebitadinho ... nada!!
Na minha primeira ecografia, que era para ter certeza se eu estava grávida, já pude descobrir que era mãe de uma menina! O médico me atendeu por cinco minutos, SIM, CINCO MINUTOS!
Médico – Está grávida né?
Eu – Parece que sim, vim confirmar.
M – Mas pela barriga essa gravidez já está com sete, oito meses. O bebê não está se mexendo?
E – Não, nunca senti nada. (pensa a voz de desespero, grávida de oito meses de um bebê que nunca se mexeu!)
M – Então é melhor ver se está tudo bem
Um silêncio imperou pela sala até ouvir em som “dolby digital 5.1 soundround” um coração disparado, não era o meu, era do bebê que estava dentro da minha pança!
M – Quer saber o sexo?
E – Se já puder ver!
No laboratório de imagem que fiz a ecografia, a gente vê o bebê por uma televisão LCD de 50 polegadas. O médico procurou os órgão genitais e apareceu Sophia, em HD (High-Definition)

M – Parabéns é uma menina, data prevista para o parto 06/fevereiro!

Ele saiu e me deixou ali, deitada numa cama, estarrecida, assustada, impressionada. Afinal, eu fiz o teste de farmácia na quarta-feira e a ecografia foi na sexta! Eu mal sabia que estava grávida e já tinha sexo, data pro parto!
A parte mais fácil foi contar para minha mãe, afinal, foi ela quem desconfiou e comprou o teste de gravidez. Mas não pense que ela é uma mãe liberal que sempre apoiou as filhas terem relação sexual com seus namorados! Não, minha mãe sempre foi muito “séria” sobre isso. Ela nunca exigiu que casássemos virgens, mas nunca apoiou ficar transando por aí! Com meu pai foi mais difícil. Os primeiros meses a gente nem se falava. Eu tinha a sensação que ele olhava para mim, mas não olhava pra minha barriga!
Como meu namorado reagiu?! Ele foi a pessoa mais importante para que eu aceitasse a gravidez sem problemas. Quando eu contei para ele, por telefone, a primeira coisa que ele disse foi “está tudo bem, e a gente vai ficar junto nessa!”. Meu Deus, se ele tivesse dito “meu Deus amor, que besteira” com certeza minha gestação teria sido diferente! Graças a Deus nunca senti enjôo, náusea, tontura, azia. Desejos? Senti duas vezes:comer bolacha recheada de chocolate e tomar sorvete haagen-dazs. Com as bolachas eu fui ao mercado, fiquei em duvida entre “bono” e “trakinas” (eu odeio trakinas). Comprei as duas! E com o sorvete, fiz meu namorado comprar um pote grande de Chocolate Belga. Fomos à casa dele e eu sentei no sofá, assistindo televisão na sala, peguei o pote e comi TUDO! Quando ele pediu um pouco eu disse “acabou”!


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Sejam bem vindos!

Obrigada pela visita. Esse primeiro post é para que possamos começar a nos conhecer. Meu nome é Marcella Ruschel, tenho 23 anos, moro com meu namorado Ramon há um ano e meio (aproximadamente) e há dois anos fui abençoada por Deus com o maior presente da minha vida: Sophia.
Sophia é a princesa do meu reino!
Conheci Sophia pessoalmente na tarde do dia 06 de fevereiro de 2009, uma sexta feira de verão, às 13 horas e 45 minutos. Ela tinha 50cm e pesava 3,495kg. Hoje ainda me pergunto: como um ser tão pequenino pode chegar assim de surpresa e mudar completamente o foco da minha vida, se tornando os centros das atenções.
Desde aquela sexta-feira minhas noites de sono são baseadas nas noites de sono da Sophia. Meu almoço e minha janta são nos horários em que Sophia sente fome. Meu banho é junto com a Sophia. Sabe aquele livro “O mundo de Sofia”... então, poderia ser o título da minha autobiografia.
Cursei dois anos de jornalismo, há muitos anos trabalho com a minha mãe em seu consultório odontológico e decidi que em 2012 farei vestibular para psicologia.
Com pouca idade, mas com muita história para contar, começo hoje uma espécie de diário virtual, onde pretendo ajudar e dividir com novas mães, mães novas, futuras mães, mães velhas, vovós e vovozucas a deliciosa arte de viver com seus frutinhos!

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