Eu quero!

Há algum tempo minha mãe me mandou um email com uma apresentação de slides em Power Point, contando uma história de uma criança que queria muito um “Laptop da Xuxa” de presente e que ela seria feliz se ganhasse esse presente. Esqueci dessa email. Ontem, lendo “Criando Meninas” de Gisela Preuschoff, me chamou atenção uma parte do livro em que ela fala da real influência que a boneca Barbie exerce na vida das nossas filhas.

Fiquei pensativa. Será que EU, Marcella, tenho passado um bom exemplo para minha filha? Será que tenho passado os valores corretos para minha filha? Posso errar muito, e com certeza erro como mãe, afinal, não sou perfeita, mas a cada dia tento ao máximo passar para Sophia que o abraço, os beijos, os carinhos e andar de mão dada vale muito mais a pena que ganhar um brinquedo novo a cada ida ao shopping.

Para quem é mãe de menina e já leu esse livro, acredito que pensou muito na sua infância ao se deparar com questionamentos feitos pela autora. Para quem não leu, vale a pena! Com certeza não é a solução das nossas dificuldades, mas dá muita ajuda quando surge a necessidade de criar um “plano B”.


Vamos mudar nossos valores para que possamos ver nossos filhos crescerem com amigos que respeitam antes de cobrar, que admiram antes de apontar o dedo, que se amem ao invés de julgar.






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Baleiês

Desde o momento que nascem, os bebês já buscam seu próprio crescimento e começam uma incessante batalha contra as “cobranças” do mundo adulto. Se a gente, mãe de primeira viagem não relaxar, começa muitas vezes achar que nossos filhos têm algum tipo de deficiência!

A primeira pergunta que ouvimos é “foi parto normal?”; Se foi cesariana não se sinta culpada, você não deixou de ser menos mãe por isso, pelo contrário, aquela marquinha que ficará para sempre escondida pela calcinha e pelo biquíni só te faz relembrar o momento mais sublime da feminilidade, o ato de ser mãe. Depois vem a outra pergunta “tá amamentando?”; Novamente não se sinta péssima, nem pense em se matar porque seu leite secou ou não quis amamentar, isso não torna você um monstro. “Dorme a noite toda”; sim queridas, existem bebês que nascem dormindo a noite inteira. Seu filho é a regra se não dormir bem durante a noite.

Depois, ao longo dos meses, as perguntas são voltadas especificamente ao desenvolvimento do bebê. “Já está sentando?” “Já começou a engatinhar” “Já começou a comer frutinhas e sopinhas?”. Quando me faziam essas perguntas e eu dizia “não”, a tréplica era muito devastadora “nossa, meu filho engatinhou com seis meses” ou “puxa, na minha época não tinha disso, dava leite de vaca com maisena e com quatro meses já chupava bifinho de carne”. Queridas mães, eu me achava à pior mãe do mundo porque o desenvolvimento da Sophia era abaixo do normal. Sophia é preguiçosa e engatinhou com quase 11 meses. E ouvi tanto! Depois vieram as perguntas sobre andar. O que mais ouvia era “meu filho andou no aniversário de 1 ano”. A minha filha andou com 1 ano, 3 meses e 5 dias!

Agora que Sophia está com 2 anos, ela descobriu que tem voz! Voz para falar, gritar e cantar. A cada dia uma palavra nova é introduzida ao seu pequeno dicionário. Ablá = água; Fophia = Sophia; Uouô = vovô; Tetéia = lua; Papai Amon = papai Ramon; Gaia = garra; úa = rua; A Tá Tui = ratatouille (o filme do ratinho cozinheiro); Zizi = xixi; sem falar que os animais ela chama pelo som: Auau = cachorro e que tudo que ela quer ela responde com um enfático é né, quequé esse, mas quando não quer, o não já é bem colocado no final da frase.

Quando foi sábado, o “papai Amon” cantarolou a música de abertura do filme “Monstros S.A.”. Pronto, isso foi o start para que ela descobrisse que com sua voz poderia cantar, então agora Sophia passa o tempo todo cantando em Sophiês. E a mamãe tenta dar significado a cada palavrinha lindamente pronunciada. Mãe é boba mesmo!

Hoje, com 2 anos, 1 mês e 23 dias, minha princesa já sabe se comunicar verbalmente. É claro que ainda existe a preguiça e com isso é mais fácil esperar a mamãe perguntar todas as opções e somente dizer “é”, mas podem ter certeza, é a resposta monossilábica mais linda e perfeita que existe.    

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Minha ação por uma Infância Sem o Racismo



Quando decidi montar um blog sobre minha experiência de mãe nova e solteira, confesso que não imaginava que havia tantos blogs de mães relatando e compartilhando com um mundo inteiro suas ansiedades, medos, descobertas e desejos nesse universo tão mágico que é a maternidade. Um dos blogs que visitei que parece ser super pop é o Desabafo de mãe que concentra grandes discussões, não raros seus textos servirem de referências para muitos outros textos nessa chamada “blogosfera materna”.

Hoje fui dar uma olhada e vi uma campanha sobre racismo, em que o blog sugeria uma postagem coletiva entre os blogs maternos sobre esse tema. Então, aqui vai minha contribuição.

Sou branca. Muito branca. Branca de conseguir ver minhas veias e no sol me torno um camarão cheio de bolhas (insolação já tive umas cinco). Meu cabelo é claro e olhos castanhos, mas minha pele é branca leite integral. Tenho uma irmã, a Renata que é cinco anos mais velha do que eu. Todas as pessoas que nos conhece diz que somos iguais, quase gêmeas, se não fosse uma diferença, eu sou branca e ela preta. Preta não, mais morena.

Minha querida irmã não é nem de longe negra, morena sim, mas o seus cabelos, são crespos e isso faz dela ser negra.

O que faz um cabelo ser diferente? O que uma pele nos faz ser diferente? Acredito que Deus nos tenha feito segundo Sua imagem e semelhança e Ele nos fez brancos, negros, pardos. Graças a Ele, minha bisavó que era índia conheceu meu bisavô que era branco e juntos tiveram minha avó que nasceu branca, que casou com meu avô moreno que nasceu minha mãe branca, que casou com meu pai ruivo que nasceu eu branca e minha irmã morena e todos nos amamos. Sabe porque? Porque não vemos as cores de pele, se o cabelo é liso, crespo ou rebelde, nos só nos amamos.

Passar para nossos filhos que a cor da pele é diferente sim, porque existe uma coisa chamada genética e tem o “azão” e o “azinho”, gene recessivo e dominante e que como os olhos podem ser azuis, verdes, mel ou cinzas existem cores de pele diferente. E isso não faz da pessoa ser melhor nem pior, nos torna seres iguais. Deus nos ama assim, porque Ele quis assim.

O mundo já está tão difícil de viver e conviver. Em 2011 a gente já viu cidades sendo destruídas por chuvas, ondas gigantes arrasando cidades depois de um terremoto, um governante maluco que mata qualquer pessoa que queira ser contrário a ele, e a gente se preocupando se a pele é branca, amarela, rosa, azul ou lilás.

Por ser mais velha e meus pais sempre trabalharem fora, quem cuidou de mim quando pequena era minha irmã e ela dizia que eu tinha sangue azul, que eu não era filha dos meus pais. Eu algumas vezes cheguei a me cortar para provar que meu sangue era vermelho como o dela, mas ela insistia “é, eu tinha razão, é azul”. E eu sofri com isso, afinal, porque eu tinha o sangue diferente do dela, será que eu era anormal. Mais tarde, quando íamos dormir, ela me colocava na cama e dizia “eu te amo, você é minha rimã de coração e sanguinho”. E eu ficava tão feliz, porque mesmo tendo sangues diferentes, ela me amava de coração e sanguinho. Eu esquecia da cor azul do meu sangue e dormia em paz.

Temos cores de pele diferentes sim, mas isso não nos torna diferente de coração. Vamos conviver, respeitar e amar cada pessoa como ela é de coração, sanguinho e pele!  


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Hoje é dia de....

Um site que costumo visitar com freqüência é o guia dos curiosos. Dentre as várias curiosidades do site, encontra-se uma lista com as datas comemorativas do dia, e hoje é dia de dar parabéns para muita coisa! Internacional pela 1Eliminação da Discriminação Racial, 2Mundial da Floresta, 3Mundial da Infância e 4Universal do Teatro. Puxa vida, quanta coisa que se a gente quiser juntar todo mundo para parabenizar tudo isso dá uma baita festança! Queria tanto falar um pouco de tudo, vamos ver se da rima!

Já tinha visto no blog desabafo de mãe um texto sobre a campanha da UNICEF sobre a discriminação racial e o quanto é importante passar valores de igualdade, respeito e solidariedade para nossos pequenos frutinhos desde os primeiros anos de vida.

Quando Sophia entrou na escola (isso com sete meses de idade), recebi na agenda um folder explicando de naquela semana a escola estaria trabalhando com os alunos sobre o “projeto valores”, onde haveria arrecadação de roupas e alimentos não perecíveis que seriam encaminhados para casas de assistência a crianças necessitadas. Quando eu levei nossas doações, a professora dela agradeceu a mim, ao papai e à Sophia e disse que durante aquela semana, todos os dias as professoras falavam com ele sobre o projeto e cantavam uma música que era assim “O projeto valores é muito importante, desenvolve amores em todo estudante. Já sabemos dividir, já sabemos respeitar, ensinaremos valores em todo lugar”. Eu fiquei meio que sem acreditar que as professoras ficavam falando sobre o projeto para bebês de 7,8 no máximo 9 meses, mas quando notei que Sophia respondia com muita felicidade quando eu cantava essa música para ela, pude perceber que a idéia passada na música e também nas aulas estava já armazenada em sua cabeça.

Meu último post foi sobre darmos exemplos aos nossos filhos, e graças a Deus tenho recebido de algumas mães comentários concordando e enfatizando o que escrevi. Como bem escreveu a Camila do Chama a mamãe, “criança é uma esponja, absorve tudo aquilo de bom que fazemos e tudo de ruim tb”. Sim, nossas pequenas esponjas estão sempre antenadas em tudo o que falamos e fazemos. Sophia está na fase de repetir tudo o que escuta e vê. Ontem estávamos conversando na sala da casa da vovó e a televisão estava ligada no “Domingão do Faustão”. Durante o programa apareceram as dançarinas fazendo passos de dança, as pernas iam de um lado para o outro. Sophia olhou e repetiu. Igualzinho. E depois cobrou as nossas palmas iguais as do pessoal que estava no auditório do programa.

Dia Internacional da Infância. Posso dar uma dica: pegue 15 minutos do seu dia e brinque com seus filhos. Se for de carrinho, sente no chão e ande com o carrinho de um lado para o outro, faça barulho de buzina. Se for brincar de Barbie, faça penteados, converse. Acho que uma coisa legal de se fazer e aproveitar a brincadeira para ensinar valores. Sempre incluir palavras de incentivo, elogio e estimulo para nossos filhos. Sophia gosta de brincar com os bonecos do Woody e do Buzz Lightyear, e quando brincamos eu sempre falou “Oi meu amigo Woody, como você está? Adoro você, me dá um abraço amigão” e assim, passo valores da amizade entre os brinquedos.    

Se seu filho já é maior, jogue bola com ele, estimule ele a correr, transpirar, se sujar. Além de fazer atividade física, seu pequeno craque se cansa e não vê a hora de tomar banho, jantar e dormir! Que sonho.

Quando eu tinha uns dez anos, minha mãe foi fazer um curso de especialização que durava sexta e sábado o dia inteiro. Minha irmã ia na casa das amigas e eu ficava sozinha em casa. Meu pai começou então a me levar ao teatro. Nos sábados que minha mãe tinha curso, meu pai e eu íamos até o Shopping Novo Batel e assistíamos peças infantis no Teatro Fernanda Montenegro. Como era gostoso. É obvio que meu pai dormia durante a peça, mas eu vivia cada segundo do espetáculo. Sophia ainda está numa fase de inquietação e não consegue fixar a atenção em uma coisa só por mais que vinte minutos, mas não vejo a hora de levá-la para assistir as peças infantis. Minha amiga querida, a tia Lu é formada em artes cênicas e hoje é professora de uma turminha muito fofa com alunos pequeninos. Às vezes tenho vontade de matricular Sophia numa escola de teatro.

Quando Sophia estava aprendendo a andar, fomos dar uma voltinha na quadra da casa da minha mãe e resolvi tirar seus sapatinhos e fazê-la andar descalça na grama. No começo pareceu estranho, um pouco gelado e que incomodava os pezinhos sensíveis, mas depois quis se sentar e pegar com as mãos aquilo que era tão novo. Daquela grama Sophia olhou para as flores, que estavam na terra escondidas pela sombra de uma árvore. Tudo tão mágico. Aquilo tudo foi plantado para enfeitar a fachada do edifício, mas pode nos dar uma idéia da beleza que Deus criou quando nos deu o colorido das flores e os frutos das árvores.

O gostoso dessas datas comemorativas quando somos mães e pais não é apenas saber que elas existem, afinal, não vira feriado nacional, mas poder compartilhar de momentos tão gostosos que antes nem dávamos importância. Tocar em assuntos como “levar seu filho ao teatro é divertido, educativo e ainda aproxima mãe, pai e filho” é tão prazeroso que só tenho que passar a diante o que aprendo diariamente com minha filha. 



Sophia chegou em casa coroada "Sou criança solidária"

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Fazendinha



 
e.xem.plo
sm (lat exemplu) 1 Tudo o que pode ou deve servir para modelo ou para ser imitado. 2 Pessoa que se toma ou se pode tomar como modelo. 3 Aquilo que serve de lição. 4 Fato, sentença ou palavras alheias como que se procura confirmar uma regra ou demonstar uma verdade. ... 6 A exemplo de: segundo o exemplo dado por. Dar exemplo: ser o primeiro a fazer uma coisa. Sem exemplo: sem igual, único.

Quando eu tenho um tempinho livre, me sento na frente de um computador, conecto o blog, visito blogs maternos (sim queridas amigas, eu entro no google e digito no campo de pesquisa “blog mãe”, “blog maternidade     “ ou qualquer coisa palavra que possa me levar a blogs de mães para aprender um pouco mais sobre essa delícia), abro uma aba para o facebook e ali me perco em hooooras de pesquisas.

Pela manhã visitei um blog de uma mamãe amiga que acabei de conhecer pela internet, a Lívia, que publicou em seu blog Passeando e viajando em família um texto sobre a influencia que os pais tem na vida dos seus filhos, e isso coincide com o livro que acabei de ler “Sete Necessidades Básicas da Criança” de John M. Drescher. Acredito que os pais exerçam uma influencia tão grande que o caráter dos nossos filhos é baseado naquilo que nós passamos para nossos frutinhos. Pais que se respeitam, passam para seus filhos que o respeito é algo natural; obrigado, por favor, com licença e desculpa são exemplos de palavras que esperamos que nossos filhos já saibam seu significado quando começam a falar suas primeiras palavras.

Hoje quando abri a página do meu face (quem quiser me adicionar é só procurar Marcella Ruschel Stelle, estarei a disposição), vi que uma tia de coração publicou um vídeo do YouTube. O vídeo já é velinho e eu já o vi algumas vezes, mas hoje foi diferente. Hoje eu parei para assisti-lo com olhar de mãe. Olhar de quem espera um mundo melhor, com pessoas melhores.

Não sou exemplo de boa filha, boa esposa, boa mãe ou boa pessoa, mas com certeza minha filha me tem como exemplo e, desde o dia em que soube que estava grávida, tento pecar o menos possível, para que minha filha não colha os maus frutos que plantei.

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15 de fevereiro, dia da escola.

Antes de qualquer coisa, resolvi escrever um texto mais factual, e deixar um pouco a linha do tempo da Sophia de lado.

Ontem teve reunião de início de ano na escola da Sophia. Reunião pedagógica para falar sobre o planejamento anual, o que será trabalhado e a preocupação da escola em relação ao desenvolvimento mental, motor e emocional dos alunos.

Em meio a tantos pais (alguns avós), pude notar que fiz a escolha certa em colocar Sophia naquela escola desde os sete meses de idade, afinal, só de presenciar que pais e mães ganharam tempo (me recuso a dizer que ficar algum tempo se dedicando aqueles que tanto amamos seja uma perda de tempo) para ouvir a diretora, a nutricionista e a professora de inglês conversar por mais de uma hora sobre o desenvolvimento dos nossos filhos é perceber que queremos um mundo melhor.

Quando precisei voltar a trabalhar, me vi no primeiro dilema materno: colocar ou não colocar a Sophia numa escola, eis a questão. Confesso a vocês mães que a idéia de babá para mim é algo muito distante. Quando eu era uma adolescente patricinha que sonhava que seria madame, afinal, me casaria com um homem riquíssimo que me daria uma vida cercada de mimos e luxos, imaginava sim em ter uma babá para ter alguém que ficasse junto dos meus filhos, brincando, olhando e trocando fraldas, mas delegar a educação e os cuidados à uma babá jamais. Não tenho nada contra babás, quero deixar isso muito claro, mas ir trabalhar e deixar minha filha com alguém “estranho” não me passa pela cabeça. Então era a hora de procurar a escola “ideal” para minha princesa.

Não quero falar das demais, criticar ou desmerecer, afinal, EU procurava um ideal de ensino que achei na escola em que Sophia estuda. Sinto-me extremamente feliz com minha escolha. No primeiro dia de aula eu chorava de saudade, de medo que não estivessem dando o carinho e atenção que eu dava para Sophia e pensava se ela poderia estar chorando de saudades. Quando fui buscá-la estava tão tranqüila, tão calma, tão feliz. As professoras sempre muito atenciosas nos passavam a rotina da Sophia e nos entregavam linda e cheirosa. A cada ligação que recebia no celular era um medo de ver na tela “Escola Sophia”, afinal, isso significaria doença.

Foi graças à escola que os primeiros vínculos de amizade foram estabelecidos. 

Desde o berçário, passando pelo maternal I e hoje no maternal II, Sophia vê na escola realmente sua segunda casa, melhor, terceira, a segunda é a casa da vovó (que ela chama de “i”).

Febre? Sophia teve muitas.

Mordidas? Levou duas da mesma amiga. O motivo: boneca.

Doença? Várias gripes, algumas febres e uma conjuntivite bacteriana que a deixou em casa por três dias.

Alimentação? Hoje insiste em comer sozinha, e adora!

Fraldas? Começamos a mostrar que usar o vaso sanitário é muito legal.

Notamos que a escola era maravilhosa, quando nas férias do início desse ano Sophia começou a chorar chamando pelos amigos Lalá, Dudu e pela tia Pri. Era saudade!

Sophia está no maternal II, fazendo as aulas especiais de natação e ballet. Sua festinha de aniversário foi na escola e pela primeira vez estive numa festa feliz, sem ninguém falar mal da comida, que o horário foi inadequado ou que festa de criança é muito chata.

Posso garantir que deixar seu filho pequeno na escola quando precisamos estudar ou trabalhar não é problema nenhum. Se estivéssemos em casa o dia todo, Sophia teria sido apresentada para a televisão aos sete meses e estaria perdendo grande parte do seu tempo. Quando chorasse, eu a pegaria no colo, mas pensando na panela que está no fogão ou no ferro de passar roupa ligado. Hoje, o tempo que estou com Sophia em casa é o tempo em que sentamos no chão e brincamos. Dou o meu melhor tempo para ela. Realmente, minha casa não é mais um templo de limpeza, mas meu relacionamento com minha filha é maravilhoso. 

Primeiro dia de aula!

Festinha de 2 anos na escola!

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É hora da mamada





Um momento muito delicado da nova mãe que amamenta é à hora de uma saída, um passeio, afinal, é nessa hora que o bebê pode ficar com fome e querer mamar. Existem mães que não ligam, mas eu não me sentia muito a vontade em amamentar a Sophia na frente de outras pessoas. É um momento íntimo, tão seu com seu filho e não é preciso expor um momento particular. Sem contar que estamos falando de amamentação, aonde o seio na mulher precisa estar à mostra.

Numa das minhas fuçadas pela internet, achei um site com um produto muito interessante. Chama-se Baby Moment. É uma capa protetora muito prática, confortável e lindíssima que protege esse momento tão íntimo da mãe.

Vale a pena visitar o site Baby Moment e pedir no chá de bebê esse moderno acessório materno. Aqui em Curitiba, tem pra vender nas lojas: Baby Dreams Batel; Baby Dreams Hugo Lange; Xiquita Batel e Xiquita Carlos de Carvalho.

Fica a dica!


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Vamos brincar?

Quando eu era criança (período que compreende os 5 aos 12 anos), eu e minhas amigas (Lu, essa é pra você), brincávamos de “com a gente mesmo”. Essa brincadeira é a popularmente conhecida como “casinha”, mas a gente achava esse nome feio e infantil, então renomeamos a brincadeira. Para quem não a conhece, eu vos apresento: a brincadeira das meninas, que ainda são crianças, é fantasiarem que já tem seus 16,17 até 25 anos (mais do que isso é ser velha) e “viver” uma rotina fictícia de que é uma mulher bem sucedida: rica, bonita, casada, tem filhos, possuem o emprego perfeito e sem nenhum tipo de problema.

Quando chegamos com Sophia em casa, me deparei com uma realidade bem diferente daquela que eu brincava, havia um bebê que se mexia, chorava, tinha fome e precisava que trocassem suas fraldas sujas. Na minha brincadeira de “com a gente mesmo” não tinha isso, o bebê ficava parado, imóvel, sem emitir nenhum som durante toda a brincadeira. Na hora que a gente cansava dessa vida de “gente grande” era só brincar de outra coisa, na vida real, eu mal tinha tempo para tomar banho e lavar os cabelos. Como é difícil ser adulto.

A Sophia chorava pouco e dormia bem, o difícil era o horário que ela ia dormir. Ela tirava um cochilo por volta das 21 horas e acordava para mamar meia noite e pouquinho, e depois dessa mamada ficava acordada. Era justamente o horário que eu não me agüentava em pé e não tinha quem ficasse com ela, todos que estavam em casa precisavam dormir porque acordavam cedo para trabalhar. O Ramon não conseguia ficar 15 minutos com ela no colo porque transpirava de calor e nervosismo, então eu ficava com ela, deitada na cama com um olho nela, o outro fechado. Minha mãe a pegava no quarto depois da mamada das 8 da manhã para eu dormir.

Sempre fui muito preguiçosa, e sono para mim é meu pavio. Se durmo pouco, o pavio fica curto e a paciência também. Quando me vi com um bebê, me desesperei pelo fato de que eu não tinha mais sono próprio, eu dependia do sono da Sophia para dormir. Mas não pensem que quando ela dormia durante o dia eu dormia junto. Não, eu fui uma mãe muito monga nos primeiros meses, não dormia porque tinha medo de ela acordar e eu não ouvir ou que ela podia morrer dormindo, olha que bobice. Então eu ficava o dia inteiro olhando ela.

Fui instruída pelo pediatra e pelas enfermeiras do hospital, amamentar Sophia a cada três horas. Então havia uma rotina a ser seguida. Vamos fingir que são nove horas da manhã e Sophia chorou pela primeira vez.

*Trocava a fralda;
*Dava seio direito por quinze minutos;
*Oferecia o seio esquerdo por quinze minutos;
*Fazia o complemento de 90 ou 120 ml de leite;
*Momento em que fazíamos Sophia arrotar;
*Abraços, beijos e ela dormia.

Nesse ritual, eram aproximadamente uma hora, uma hora e meia. Quando eu parava para fazer alguma coisa por mim, já eram 11horas e 20minutos e Sophia já choramingava, e a rotina começava toda novamente. Então o que eu fazia: ficava olhando para ela. Se estivesse dormindo, davam as três horas desde o início do ritual, e lá vai a mamãe fazer tudo novamente. E assim foram por dois meses, que foi o tempo que amamentei. Depois o leite que já era pouco, secou e ficamos só no leite em pó. Daí começamos a ver que a fome da Sophia era maior que três horas, então começamos a esperar que ela pedisse o leite.

Sobre a amamentação, eu tive pouco leite desde que Sophia nasceu. Existem aí algumas coisas que penso quando lembro do período em que amamentei que podem ajudar a explicar meu pouco tempo de leite. 1°: minha vida inteira ouvi minha mãe falando que ela não teve leite, o máximo que conseguiu amamentar foi por 15 dia. Mas isso não foi somente ela. Minhas tias e minha avó também não tiveram leite. 2°: durante todas as mamada, nunca estive sozinha com Sophia, sempre havia uma certa movimentação na hora da amamentação, o Ramon, meus pais, minha irmã, minha sogra, minhas amigas. Não estou reclamando, mas lendo a respeito, muitos médicos e psicólogos dizem que ambientes “estressados” podem diminuir a produção de leite da mãe.

Assim que meu leite secou, procurei meu ginecologista e ele disse que não havia o que fazer, que os anticorpos que precisavam eu já havia passado para Sophia. O pediatra disse que podia ter sido por mais tempo. Eu me chateei ao ver que não tinha mais leite, era uma sensação muito gostosa saber que você é tão importante para aquela pequena vida que até o alimento dela é você quem fornece. [Leia mais sobre a Amamentação].

Não vou negar, os primeiros momentos foram difíceis. O sono, a falta ou a perda dele, assim como o medo com o novo me fizeram crescer e amadurecer muito, em curto espaço de tempo. Para quem estava acostumada a chegar em casa, ir direto para o quarto, ligar televisão, computador e som, tudo ao mesmo tempo, e ficar por hooooooras no messenger falando besteira e um certo dia ter seu quarto, seu canto, seu refugio tomado por fraldas, banheira, roupas de bebê e mamadeiras.  Era tanta coisa que precisei tirar o computador do quarto para ter espaço.

Olhando para trás, vejo o quando mudamos. Como é bom sentir falta daquele pequeno amor, que a cada dia cresce mais e mais.
Posso confessar uma coisa? A vida real é bem mais gostosa do que brincando “com a gente mesma”. Desculpa tia Lu! 

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Obrigada!


Bom pessoal, hoje venho postar sobre um momento muito especial da minha vida! Depois do nascimento da Sophia, esse com certeza é um momento de total mudança na minha história!
Ontem, três de março, eu, Ramon e nossa pequena princesa Sophia nos tornamos uma família completa. Estamos casados! 

Desde que fomos morar juntos nunca nos sentimos confortáveis com essa situação. Nunca me senti bem o chamando de "marido" alguém que era meu namorado. Mas agora é diferente, somos marido e mulher, perante os homens e a Deus, até que a morte nos separe! 
Gostaria de dividir com todos vocês esse momento fantástico da minha vida!

Deus, obrigada por tudo! 




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E agora Sophia?!

Mãe: [Do lat. mater, ‘mãe’.] Substantivo feminino. 1. Mulher, ou qualquer fêmea, que deu à luz um ou mais filhos. 2. Pessoa muito boa, dedicada, desvelada.

Maturidade: [Do lat. maturitate.] Substantivo feminino. 1. V. matureza (3). 2. Fisio. Estado em que há maturação (5). 3. Época desse desenvolvimento; idade madura. 4. Fig. Perfeição, excelência, primor. 5. Fig. Firmeza, precisão, exatidão.

Responsabilidade: [De responsável + -(i)dade, seg. o padrão erudito.) Substantivo feminino. 1. Qualidade ou condição de responsável.   

Assim que vi Sophia pela primeira vez, posso afirmar que três condições necessárias nasceram em mim: ser mãe, ter maturidade, ser e ter responsabilidade. Antes daquele momento único e sublime eu não podia sequer imaginar o que significavam esses três substantivos tão femininos que entravam na minha vida assim que Sophia saiu de dentro de mim.

De agora em diante eu tinha uma pequena vida que precisava de mim. Precisava da minha alegria, da minha felicidade, da minha serenidade, do meu coração batendo num ritmo contagiante para que ela se sentisse tão feliz quanto eu.

Sophia nasceu na maternidade do Hospital Nossa Senhora das Graças em Curitiba. Nesse hospital, o bebê fica o tempo todo com a mãe no quarto. Ao sair do centro cirúrgico, recebi em meus braços um bebezinho tão lindo, tão cheiroso, tão perfeito. A enfermeira colocou Sophia no meu colo para a primeira mamada e NADA. Sophia nem se mexeu. Eu olhei bem pra ela e ficava “Sophia, Sophia, filha, olha pra mãe” e ela nem respirava, pensei: pronto, morreu! Eu gritei tanto, mas tanto. Daí surgiu uma enfermeira correndo, desesperada. Eu gritava: Moça, minha filha ta morta, olha só, ela nem ta mamando. A enfermeira olhou bem pra mim e respondeu “Mãe, ela só está dormindo. Os bebês nascem com uma reserva de alimento que pode durar até 24 horas, calma”. Ufa, que desespero. [Quer saber mais sobre isso, leia também Reserva alimentar no bebê]

Quando fomos para o quarto, não tinha ninguém! Ficamos lá, sozinhas por uma meia hora, até que a tia Mariny entrou no quarto e chamou todas as nossas visitas. O pessoal do hospital colocou nossas visitas num quarto e nos hospedaram em outro.

A vovó Marly, o vovô Rene e a tia Renata estiveram o tempo todo conosco. A naná Ana (a avó paterna da Sophia não quer ser chamada de “vovó”, ela quer ser a “naná”), a bisa Nazareth e o biso Mussolini foram um pouco antes da Sophia nascer e ficaram um pouquinho, da mesma maneira que a titi Cláudia. A tita Mariny e minha prima Ana Carolina (a Goda) ficaram o tempo todo na maternidade. O tio João, o primo Fernando e sua namorada e o namorado da Goda, o Thiago, passaram pra nos visitar de tardinha. Amigos e pacientes da vovó e do vovô também foram conhecer a princesa Sophia.

A tarde de sexta-feira foi bem movimentada, mas a noite chegou e era hora da Família Gorducho ficar sozinha. Éhhhh, não foi fácil. Eu morrendo de sono e o Ramon morrendo de calor, Sophia acordou de madrugada chorando. A gente não sabia o que fazer. Tentei dar o peito, nada. O Ramon pegou no colo e só piorou. Chamamos a enfermeira. Ela entrou, pegou a Sophia e perguntou “já trocou a fralda?”, “não”. Era a fralda. Dormiu até umas sete horas, quando eu tentei dar o peito e, EBA!!!!!!! Sophia mamou pela primeira vez! Que delícia essa sensação de amamentar. Quando eram umas 9 horas a enfermeira nos chamou para que Sophia fosse tomar banho e furar as orelhinhas para a colocação dos brincos. Tudo certinho.

Uma preocupação do meu obstetra era em relação ao tipo sanguíneo. Meu fator Rh é negativo e o meu namorado é fator Rh positivo. Se Sophia tivesse o mesmo Rh do pai, meu corpo produziria um antígeno para combater esse corpo estranho que é o outro Rh, nessa primeira gestação não haveria nenhum problema, mas numa possível segunda gestação, o corpo já teria esse antígeno e agiria combatendo o embrião. [Quer saber mais sobre isso, acesse: Fator Rh mãe/bebê]. Mas Sophia tem o mesmo tipo sanguíneo que a mamãe, A-.

Como nem tudo são flores, quando o então pediatra da Sophia foi consultá-la à tarde, ele a diagnosticou com um início de icterícia, ou amarelão. Então recomendou que ela tomasse banho de luz. Meu Deus do céu, que desespero. Estudando depois, descobri que para o pouco grau de icterícia da Sophia não havia necessidade desse banho de luz (acho que esse foi um dos motivos que mudei de pediatra). Fui orientada a não ficar próxima dessa luz, então Sophia deveria ficar sozinha no berço, que coisa mais triste, vê-la tão pequena, tão indefesa, só de fraldas e com os olhos tampados, nunca chorei tanto em toda a minha vida. [Para saber mais sobre isso, acesse: Icterícia].

A noite passou, o trauma com o banho de luz diminui e era chegada a hora de irmos para casa. Eu estava me sentindo ótima. Mesmo lendo e ouvindo histórias de que no parto normal a recuperação era melhor e mais rápida, afirmo que minha recuperação foi fantástica. No mesmo dia em que fiz a cirurgia eu já estava andando, tomando banho sozinha e sem nenhum tipo de dor. Sophia estava linda para ir morar na casa da vovó por um tempinho. Foi um momento muito gostoso, afinal, estávamos prontos para começar uma nova etapa na nossa vida, uma vida a três, ops, na verdade seis: eu, Ramon, Sophia, vovó, vovô e tia Renata, todo mundo junto e feliz! 





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