Passeio divertido

Há um tempinho me matriculei na academia e dá-lhe malhação. Com os resultados aparecendo (devagar, mas aparecendo) resolvi comprar aquela revista Corpo a Corpo, editora Escala, e achei uma coisa muito interessante. 

Um carrinho de bebê que vira bicicleta para a mamãe, ou vice e versa! A super invenção chama-se TagaTrike é de uma empresa européia, Taga, e parece que não tem previsão para chegar ao nosso país (aaaahhhhhhhhh). Ela tem capacidade para carregar dois babys, sendo possível cobrir os assentos para proteger nossos frutinhos, tem espaço para carregar bolsas, é dobrável cabendo perfeitamente num porta-malas!

Olha, se chegar por aqui vai fazer sucesso. Eu adoraria ter um desses, passear com minha princesa e ainda fazer exercícios ... delícia total! Fica a dica para um ótimo presente de dia das mães!!


Reprodução internet
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Era uma vez ....

Desde que acordei hoje, já ouvi a frase “a semana do casamento real” umas dez vezes (acordei às 7h15min e estou escrevendo às 15h). Número de convidados, traje, como se conheceram, casal moderno, vestido ainda é segredo ... o mundo parou para esperar o casamento do príncipe William com Kate Middleton.

Hoje no programa da Ana Maria Braga, um repórter saiu às ruas para perguntar para as mulheres se elas acreditam em príncipe encantado. E uma delas disse que até existe, mas um dia o encanto acaba e daí é hora de trocar e procurar outro. Na hora pensei, isso dá post!

Na ordem natural e esperada das coisas, o correto é a gente namorar, noivar, casar, curtir a vida a dois e daí pensar em virar três, quatro, cinco, ... mas eu mesma não segui o combinado e engravidei, depois que Sophia nasceu é que fui morar junto (morei com meus pais durante 40 dias após o nascimento) e depois de dois anos me casei (vamos dizer que era um “test-driver”). Olha, não foi nenhum pouco fácil.

Como já escrevi em alguns posts anteriores, meus pais foram muito rígidos na minha educação, nunca permitindo que eu viajasse com o Ramon enquanto namorávamos. Eu não sabia como era o Ramon em casa, no período do levantar ao deitar. Pensem aprender isso ao mesmo tempo que se aprende a ser mãe?! Não foi fácil. Não foi nenhum conto de fadas. Bem que eu esperava aparecer uma fada madrinha para lavar a louça de vez em sempre.

Minha vida a dois fui nula, porque nunca houve dois, sempre fomos três. Não sei o que é chegar em casa do trabalho e curtir o marido; ir viajar final de semana para praia para namorar ou ter uma segunda lua de mel (não tive nem a primeira). Tive que aprender a lavar roupa, ou colocá-las na máquina sem misturar escuras com claras (e olha que já manchei muita camiseta com alvejante); tive que aprender a dividir o meu tempo entre lavar banheiros, passar roupa, limpar a casa e pensar o que teria para o almoço enquanto Sophia dorme; tive entender que homem quer sempre ter o domínio do controle remoto da televisão e acha que copos e pratos têm um sistema de transporte que vão do quarto até a cozinha sozinhos.

Um casamento real tem lá suas vantagens: dificilmente terão problemas financeiros; Kate não precisará ter várias mãos extras, se desdobrando em mil fazendo o bebê parar de chorar com um braço, com a outra fazer uma mamadeira no fogão esquentando a água em banho-maria, pensar no almoço e correr para o trabalho para não levar bronca do chefe; nenhum dos dois chegará em casa e se questionaram o que vai ter pro almoço ou jantar e de quem é a louça.

Mas será que nenhum casamento tem seus momentos de “conto de fadas”?! Acredito que uma grande parte do casamento seja feito desses contos de fadas, com direito a começo apaixonado, uma bruxa que quer destruir tudo, uma fada madrinha que aconselha e ajuda e no final todos vivem felizes para sempre (embora algumas vezes a felicidade seja cada um para um lado). Uma vez li uma frase que sempre me vem à cabeça “no final tudo dá certo, se não deu é porque não chegou no final”.

Minha história de princesa já passou pelo inicio apaixonado e atualmente enfrenta um pequeno desconforto ($$$$$$$), mas é assim que a gente aprende a viver e conviver! Fácil nenhum casamento é, seja ele entre príncipes e princesas, plebeus e plebéias, Romeu e Julieta, Fiona e Shrek, William e Kate ou Ramon e Marcella, a gente casa porque ama, porque se sente amada e porque quer ter um monte de frutinhos desse nosso amor.

Viveram felizes para sempre .... ?!?!?!!


Ahhh, a Páscoa por aqui foi beeeeem gostosa! O coelhinho visitou Sophia aqui e na casa da vovó. Esse foi à primeira Páscoa oficial da minha pequena, e optamos por dar poucos ovos de chocolate e vovó deu uma boneca Jessie enorme, que tem 32 falas!! O sonho da mamãe e a alegria da Sophia. Estou dosando a quantidade que Sophia come, corto uns 6 pedacinhos e dou depois da refeição principal. Até agora, deu tudo super certo. #ficaadica 


Um abraço na nova amiga!

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Lillo na Páscoa


Fica a dica pessoal!!! 

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Um ovo, dois ovos, três ovos assim....

Sophia está com 2 anos e 2 meses e agora que começou a curtir as datas comemorativas. Esse ano, com a “maturidade”, ela já está sabendo por exemplo que esse final de semana tem Páscoa. Na verdade, o significado da Páscoa está muito longe dela compreender, mas que o coelhinho da Páscoa vai trazer ovos de chocolate que tem brinquedo dentro, aaaaaaaah, isso ela já entendeu.

Aqui em Curitiba, as parreiras de chocolate começaram a ser montadas nos supermercados logo depois do carnaval, e desde então, quando vamos fazer compras, Sophia já fala “oh, oh, oh mamani”, e eu enrolo “é né filha, que lindos os ovos de chocolate, mas são só pra Páscoa, quando o coelhinho deixar lá em casa”. E deu certo, ela nunca pediu, chorou ou fez birra porque não saiu com um ovo de chocolate do mercado, diferente de muitas crianças mais velhas que elas que fazem cada escândalo!

Sempre curti datas especiais; Páscoa, Natal, dia das crianças, meu aniversário. Sempre desejei que meus pais fizessem aquelas pegadas de coelhos e escondessem a cesta (nunca ganhei cesta nenhuma, sempre foi um ovo de chocolate que sempre era dividido por todo mundo). No Natal, sempre esperei que o Papai Noel aparecesse na ceia e entregasse os presentes (na minha família nunca teve aqueeeeela ceia de Natal de novela e filme, sempre jantamos cedo porque meu avó estava com sono e passada meia-noite já ia todo mundo embora da casa da minha avó). Dia das crianças eu me lembro de poucos, como a vida não era tão abundante financeiramente, ganhava sempre a Barbie da promoção. Meu aniversário sempre foi muito festejado, por mim! Tive apenas duas festas que pude convidar todos os amigos da escola, sempre foram 5 amigas, minha prima e minha tia. Isso nunca me traumatizou ou sequer me fez ser infeliz, pelo contrário, sempre desejei que quando fosse mãe e tivesse uma família teria mais atenção a essas datas que para mim são especiais. Acho que é por isso que estou festejando tanto essa Páscoa.

Não quero que Sophia viva num mundo encantado, cercado de mimos e que a faça uma menina alienada, longe disso, eu quero uma filha lúdica, feliz, que saiba dar valor a pequenas coisas, sem se importar com o valor delas. Eu não ganhava a Barbie Noiva, mas ganhava uma Barbie linda que me fazia muito feliz. Eu não tinha a casa da Barbie, mas ensinei minha amiga (a tia Lu) que com três fitas VHS se fazia uma mesa de jantar e com duas um sofá. Isso para mim era a melhor casa que meu lado lúdico e feliz me proporcionava, e podem perguntar para a tia Lu, ela gostava da minha casa, a gente nem abria a mansão da Barbie.

Essa semana está sendo muito especial na nossa vida familiar. No sábado tivemos a primeira apresentação da Sophia na escola, era a entrega do projeto “meu primeiro livrinho”. O sapo Adauto conta a história do sapo Adauto, um sapo que era muito triste porque todas as crianças cantavam que ele não lavava o pé e por isso tinha chulé, o que é uma mentira, ele é bem asseado, adora banho, escova os dentes, passa talco e não tem chulé. Que história mais linda! Foi emocionante ver Sophia com os amigos e conhecer melhor cada um deles e como eles se sociabilizam.

Daí ontem foi o Dia do Índio e eu recebi em casa a Pocahontas mais maravilhosa do mundo! Que princesa amada! Estava toda feliz e sabia imitar os índios (sabe aquele movimento de colocar a mão da boca e tirar rapidamente fazendo oh oh oh oh ...). Que lindeza!

Hoje deve vir surpresa de Páscoa, pediram um pote de sorvete vazio para a confecção na mesma. Agora é esperar o final da tarde para buscar minha coelhinha e encher ela de beijinhos. E vamos ver como será domingo!

Para todas ... uma feliz Páscoa!  

19 de abril - Viva o dia do índio!!

Mamany e a coelhinha mais amada!


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Vamos pensar um pouco?!?!

Alguém já conseguiu entender, aceitar ou esquecer àquela triste história da escola em Realengo, Rio de Janeiro, na quinta-feira (07/04) da semana passada? Eu não. Não somente porque ainda é manchete de muita notícia e a cada dia se descobre alguma coisa sobre o planejamento do moço, mas é claro que como mãe a gente se coloca no lugar daquelas mães que perderam seus filhos tão pequenos serem cruelmente mortos dentro de uma escola, onde queriam ter um futuro bom.
Como quero fazer psicologia, confesso que sem ter a mínima noção de como funciona o psique humano, eu tento analisar (nunca julgar) as atitudes das pessoas. E se a gente quiser entender o que se passou na mente daquele moço, a gente precisa analisar questões básicas: ele tinha uma mãe com problemas mentais que doou ele quando bebê para adoção (pelo que entendi, só ele foi para adoção) e morou com pais que já tinham filhos. Devia ser muito amado pela mãe adotiva, ou somente via nela um referencial de porto seguro.
Só isso já é motivo suficiente para explicar os momentos insanos dele (explica, mas não justifica).
Não estou aqui julgando quem adota e quem doa seu filho, não é isso, mas não podemos fugir de uma coisa que se chama hereditariedade e com ela, vem junto uma maldição hereditária. Como será que não foi o período gestacional daquela mãe que doou seu filho. Se doou somente ele foi porque não O queria.  
Porque estou escrevendo sobre isso hoje? Porque ontem foi dia do desarmamento infantil. Quando foi criado o estatuto do desarmamento em 2004, criou-se também o dia do desarmamento infantil, que tenta mostrar a muitos pais que armas não são brinquedos, incita o lado ruim do seu filho, e nesse dia é capaz de trocar armas por brinquedos de verdade, aquele que faz seu filho crescer e se desenvolver. Não achei nada aqui em Curitiba, mas em São Paulo, termina hoje a semana do desarmamento infantil, onde a Polícia Militar junto com o Instituto Sou da Paz conseguiram “Em 4 dias de campanha conseguimos recolher 2.913 armas de brinquedo e de 3.258 DVDs de filmes e jogos violentos e certamente conscientizamos centenas de adultos sobre os o perigos das armas de fogo.”.
Nós, mães da blogosfera materna, que tanto tentamos compartilhar experiencias, crescimento e aprender com as dificuldades que outras já passaram, devemos nos juntar mais uma vez e cuidar da mente dos nossos frutinhos. Cuidar do que damos de exemplo e o que esperamos para o futuro deles. Não sou a melhor mãe do mundo, mas quero muito que os adultos da geração da minha Sophia sejam como tento cuidar dela, não quero que o amigo da escola leve uma arma do pai e atire; não quero que exista bulling ou qualquer tipo de descrimição por haver pré-conceitos já formados. Quero que minha filha tenha uma geração preocupada com valores famíliares e não finaceiros; que se preocupem com o desmatamento de verdade, não apenas nos livros; que a internet aproxime as pessoas, não as exclua.
Meu pai é saudoso de um filme bem velhinho, de 1976 para ser mais exata. Chama-se Bugsy Malone, um musical interpretado somente pro crianças, que conta a história dos gângsters, e para combater o crime, as crianças usavam armas que disparavam bolos ao invés de tiros.
Que tal a gente usar dessa idéia e “adoçar” a vida dos nossos frutinhos dando bons exemplos, dando aquilo que há de bom no mundo, como uma tarde de brincairas, uma volta no parque com direito a piquinique, um banho junto com a mamãe e o papai cheio de espuma e muito amor. Quer melhor arma do que essa para termos um futuro melhor?!

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Brilhantes

Hoje acordei muito feliz. Depois de um final de semana com muita tosse e uma segunda-feira de febre, Sophia dormiu maravilhosamente bem, e isso significa que mamãe e papai também!

Como papai Amon esta fazendo faculdade em período integral e eu vir de carro trabalhar e deixá-lo num estacionamento fica muito caro, e de ônibus é muito mais arriscado Sophia ficar gripada sempre (moramos em Curitiba e pela manhã é muuuito frio) vovô e vovó estão patrocinando nossas vindas de táxi. Um luxo total. A cada dia é um taxista e uma história. Como Sophia está aprendendo a falar, tudo é motivo para conversa e isso chama a atenção do motorista e o papo começa.

Hoje pegamos um taxista que parecia bem sério e que nem ia querer conversar quando ele olha para trás e me pergunta:

- Qual a idade dela?

- Dois anos.

- E como ela se chama?

- Sophia.

- Eu tenho uma filha de sete anos ... a Eloisa.

Eu confesso que achei que o papo iria acabar por ali, mas daí veio o que eu jamais imaginei ouvir logo cedo.

- Ela nasceu de cinco meses. O organismo da minha mulher rejeitou o feto e abortou a Eloisa. Mas o aborto virou um parto e minha filha nasceu com 700 gramas.

Parei. Em segundos pensei como assim ele tem uma filha de sete anos que nasceu com cinco meses? E ele todo orgulhoso querendo me contar da Eloisa que as avós queriam que se chamasse Vitória, mas era a Eloisa e que ela era super grudada com o pai e que daqui a pouco eu iria notar que Sophia ficaria bem amiga do papai porque todas as meninas são assim e blá blá blá.

Sophia tossiu e ele ainda disse:

- Sua filha faz natação?

- Sim.

- Minha filha faz e com ela melhorou muito as crises de asma dela e há tempos ela não te crise. Nunca tire a Sophia da natação, você vai notar que ela vai ter menos gripe.

Eu só ouvia. Sem acreditar na felicidade daquele pai me contando sobre a Eloisa. Daí eu precisei perguntar (as aulas de jornalismo me aguçaram mais o meu lado curioso):

- E houve alguma seqüela desse nascimento prematuro?

- Com certeza. A perna esquerda é um centímetro mais curta, mas nem dá para notar, só quando ela corre. Por isso é que ela faz natação, fisioterapia. Mas também tem hidrocefalia, mas não houve a necessidade de colocar nenhuma válvula porque o próprio corpo faz .... (confesso que não entendi o que faz, mas sei que é milagre).

Eu só pude aprender com aquele cara que ele sabe o que é ter dificuldade com filhos e hoje a Eloisa que foi uma vitória é um milagre do Senhor!

Deixei Sophia na escola, conversei com a professora e vim trabalhar (olha a #maternidadereal, não tenho computador em casa, então entre um paciente e outro corro pro computador pesquisar e escrever pro blog) e descobri um blog materno que chamou minha atenção pelo nome O mundo de Sofia, onde a blogueira materna Fabi Coltri relatava num dos seus posts o dia em soube que sua princesa Sofia (quase escrevo com “ph”) havia nascido com lábio leporino [quer saber mais, acessa lábio leporino ] e como foi para ela o dia em que Sofia revendo fotos dela bebê perguntou Nossa, o que é esse bigodinho ali na minha boca?. Hoje princesa Sofia está com 4 anos, linda, perfeita, saudável e mal nota-se a pequena cicatriz deixada pela cirurgia realizada aos três meses de vida. Isso é maternidade real. Isso é vida real.

Como posso não agradecer a Deus pela vida tão difícil que tenho, sendo que muitas mães e pais passaram por coisas que são problemas e nunca viram nisso um empecilho. Com certeza choraram por muitos dias e noites (se os travesseiros falassem) e quantos momentos chegaram a se culpar, condenar e questionar Deus o por quê.

Acredito que quando Deus nos dá a oportunidade de sermos mães e pais (vai que tem algum papai que acessa meu blog), ele nos dá um frutinho e uma gema de diamante. Alguns vêm perfeitos e já são uma verdadeira jóia, outros precisam ser lapidados até serem transformados em brilhantes. Sofia, Sophia, Eloisa e tantos outros frutinhos precisaram ser lapidados, e isso é bom!

Li vários posts sobre a blogagem coletiva maternidade real proposto pela Carol Passuelo Vinhos, viagens e uma vida comum e como ela mesmo disse, não sou a única que passou por dificuldades durante a gestação, no nascimento e da educação. Graças a Deus. Vi que como eu, existem muita mãe que criaram o blog para compartilhar a nova vida, a nova profissão, as novas noites de sono (ou da falta de sono) e que a gente quer mudar. 

É claro que já vi blog de mães e principalmente futuras mães que os tem porque querem mostrar suas fotos do book de gestante, do enxoval caríssimo, do quarto do bebê assinado pela arquiteta famosa, mas isso é a exceção numa regra em que: ser mãe é abdicar por algum tempo de ser você mesma e ser mãe, aquela que cheira leite, cheira sopa; usa pijama ou qualquer outra roupa confortável porque precisa estar em vários cômodos da casa ao mesmo tempo; que lava o cabelo quando pode, não quando quer; que ir ao mercado exige um planejamento de tempo e espaço e ainda arranja tempo para dar um beijo no marido, namorado, namorido, companheiro ou afins antes de dormir!

Queridas mães, obrigada! Sophia, minha princesa, obrigada! Deus, obrigada!

Agora, é só fazer a armação porque meu diamante está quase pronto para ser usado, desfilado e amado. 





OBS... Hoje é dia do beijo!!! Vamos combinar uma coisa: vamos beijar muuuuuuuuuito nossos frutinhos hoje e sempre!??! #ficadica

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Profissão: Mãe!

Minha contribuição para a blogagem coletiva #MaternidadeReal.


Em pouco tempo vivendo na blogosfera materna, já comecei a aprender e a me enturmar com as demais moradoras desse mundo virtual que é tão real. Uma dessas novidades é a blogagem coletiva, onde alguém propõe um tema e a gente faz um post sobre ele. Depois da blogagem coletiva sobre o racismo proposto pelo blog Desabafo de mãe, agora é do blog Vinhos, viagens e uma vida comum da Carol Passuelo que propôs um tema muito simples mas ao mesmo tempo bem importante e pouco discutido: Maternidade Real. Então, já que estamos num mesmo mundo, vamos dos dar as mãos e, ‘bora’ escrever!
Quando EU, Marcella Ruschel Stelle, decidi fazer um blog, o fiz com o intuito de ajudar pelo menos uma mãe que tivesse passando pelo o que eu passei: engravidar solteira, com 20 anos, vindo de uma família em que a idéia de gravidez solteira era algo completamente impensável! Não foi fácil. Acho que é por isso que a maioria dos meus posts são falando da minha realidade.
Num primeiro momento era racionalizar: e agora? As primeiras questões eram as mais básicas: como contar pro namorado e como ele reagirá? Moro com ele ou continuo na casa dos meus pais? Se eu morar com ele caso ou faço “test drive” antes? Ele mora com a mãe, e eu vou morar com a sogra? Como contar para a sogra? Isso tudo com uma gravidez de 4 meses! Descobri que estava grávida num teste de farmácia na quarta-feira e na sexta-feira já faço ultrasonografia indicando data prevista pro parto, peso, altura e sexo! Sem contar o som dolby digital 5.1 soundroud escutando o coração mais rápido do mundo! Deixava a bateria de qualquer escola de samba no chinelo!
Meu pai foi O caso aparte! Ele não me olhava. Se eu estava em casa de pijama e a barriga aparecia, meu pai virava a cara ao passar por mim. Com certeza foi um momento muito difícil. Graças a Deus, depois do revellion ele mudou completamente. Depois é claro, precisei ser questionada pela minha sogra o “porque eu engravidei” e “porque eu não tomava pílula”. Não me agüentei e precisei responder “e seu filho, porque não pergunta se ele usou camisinha?”. Foram períodos de stress absoluto em que você se pergunta “o que eu fiz da minha vida”. Ela saiu de casa para eu e Sophia morarmos com o Ramon. Por incrível que pareça, minha família (avós, tios e primos) reagiram muito bem a notícia, é claro que depois de me questionaram se eu não dei “o golpe da barriga”.
A gestação foi passando, e as coisas foram melhorando. Precisei parar a faculdade porque meus pais foram a grande base da minha gravidez. Eles me deram tudo! Desde o enxoval para a casa nova ao enxoval da Sophia. Aproveitamos que era verão e as peças de inverno estavam em promoção e comprávamos tamanhos maiores para usarmos no ano seguinte. E é assim até hoje, minha mãe é quem compra as roupas da minha princesa.
Sophia nasceu e as coisas só cresciam com ela. Eu pouco sabia de cuidados com recém-nascidos, mas ao mesmo tempo não queria sugestões, palpites ou qualquer outra ajuda vinda dos meus pais. Com os altos e baixos dos hormônios, fiquei muito chata. Passamos 40 dias morando com meus pais para daí eu ir morar com o Ramon. Aí que a vida ficou difícil. Acordar cedo, fazer almoço, limpar a casa, passar roupa, cuidar dos cachorros e ter olhos 24 horas para a Sophia. Nunca mais quero passar por aqueles momentos. Fomos assaltados e levaram tudo o que tínhamos de eletrônicos. Não gostava daquela casa! Até hoje ir lá me faz mal.
Com um mês de vida apareceu um hematoma na testa da Sophia que mais parecia uma batida. Desconfiei que alguém tivesse batido a cabeça dela numa porta. O pediatra diagnosticou: hemangioma, e nos explicou que sumiria com o tempo, mas se não diminuísse, seria necessário fazer sessões de radioterapia ou dar doses de corticóide. Oramos diariamente para que Deus fizesse o milagre na vida da nossa pequena Sophia. E Ele fez!
Ao longo do tempo eu só fui engordando, até chegar no peso em que me encontro hoje. No dia do meu casamento, não me reconheci nas fotos. Eu e minha mãe pensamos em marcar uma cirurgia bariátrica, mas ainda tenho chance de emagrecer. Hoje completou duas semanas comecei academia.
O primeiro ano da Sophia foi o mais difícil. A cada mesaniversário, fazíamos uma festinha para comemoramos que mais um mês havia terminado. Era tosse, febre, gripe, refluxo, ...., tantas coisas que só fazendo festa mesmo para esquecer as dificuldade da maternidade.
Precisei trabalhar. Precisávamos de dinheiro e eu não suportava mais ficar em casa sem ver o mundo. Voltei pro consultório da minha mãe e hoje pago a escola com Sophia onde ela faz natação e ballet, já mobiliei a sala de casa com meu dinheiro e decidi revender Natura para ter uma graninha e ter minhas maquilagens.
Nossa, escrever esse texto me fez reviver momentos bons e não tão bons que vivi nesses mais de dois anos de maternidade. Acho que é isso que essa blogagem coletiva desperta na gente, uma espécie de lembrança da nossa vida antes de ser mãe e depois.
Não adianta escrever um texto sobre maternidade real e tentar omitir detalhes para podem ajudar as mães que querem e precisam de ajudas que só quem já passou pode dizer. Hoje afirmo que ser mãe da princesa da minha vida é a melhor coisa do mundo, mas muitas vezes eu me questionei “o que eu fiz da minha vida”. Hoje não me culpo, condeno ou sofro por isso. Hoje me alegro a cada segundo que vejo no meu pulso o nome Sophia tatuado, a prova de que tenho um amor maior que eu! Para sempre, seremos eu e ela! Isso nunca ninguém vai mudar!
Quero emagrecer porque minha filha merece o melhor de mim; Quero estudar e ter um diploma porque minha filha merece o melhor de mim; Me casei com o pai na minha filha e ficamos juntos quando não suportávamos nem mesmo a gente porque sabemos que Sophia merece o melhor da gente e assim é ser mãe, desejar e fazer pelos nossos filhos o melhor que podemos, porque eles são a geração eleita e Deus honra aquilo que fazemos.
Essa é minha história. Com erros e acertos porque a cada dia, quero ser melhor. Melhor mulher, menina, filha, irmã, esposa, amiga e principalmente, a melhor mãe no mundo real!

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Mothernidade!!

Dica para as mamães que gostam de modernidade, tecnologia e alguns luxos básicos (a gente merece né?!). Visitando o blog Roteiro Baby, vi um lançamento da marca Fisher Price que vai agradar mães e filhos.

É um case (estojo) super colorido e cheio de atrativos que protege nossos queridos iPhones e iPod Touch contra as tão temidas quedas que nossos aparelhos fantásticos poderão vir sofrer nas mãos dos nossos pequenos frutinhos. Eu tenho um Iphone e digo com certeza, a cada vez que Sophia pegava ele, meu coração disparava. Agora que está uma mocinha de 2 anos e 2 meses tem derrubado menos, mas os amassados na parte traseira do aparelho entregam os tombos que ele já sofreu.

O “brinquedo” chama-se Laugh & Learn Baby iCan Play Case (com o “i” antes da palavra que já é característico dos produtos da Apple, o nome é bem sugestivo “eu posso brincar”) deve ser lançado em julho nos Estados Unidos. Equipado com chocalho, mordedor, espelho na parte traseira e alças nas laterais para o bebê segurar. Agora se a preocupação é com a tela de LCD, relaxa ... O brinquedo tem proteção contra dedos sujos, baba e até quedas.

Olha, acho que se lançasse por aqui nesse momento, seria uma boa opção para o dia das mães que está chegando, mas já que é para julho, é esperar as férias da criançada, embarcar para os EUA e comprar para o dia das crianças!

Enquanto o brinquedo não chega, dá para entrar na AppStore (loja da Apple para a compra dos aplicativos) e comprar jogos da própria Fisher Price para nossos filhos brincarem. Tem o See'n Say (US$ 1,99) que a criança pode identificar 48 animais em uma roleta; O  Little People (US$ 1,99) possui 25 pontos sensíveis ao toque incluindo 3 minigames e o  Chatter Telephone (US$ 0,99) que é o clássico telefone de brinquedo da Fisher-Price em versão mobile. Fica a dica!

Laugh & Learn Baby iCan Play Case - Reprodução Internet

Laugh & Learn Baby iCan Play Case - Reprodução Internet

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Eeiii, e eu!?

Quando eu soube que estava grávida, meu mundo simplesmente parou por umas doze horas. Não sei se você já passou por um choque tão grande que o tempo e o espaço param e você é levada pela lei da inércia. Anda, senta, come, olha, toma banho mas na verdade é tudo tão automático que você nem sabe o que está fazendo, tal o choque. Venho de uma família muito tradicional, se assim posso chamar, e o sentido “natural” da vida é: nascer, crescer, estudar, se formar, trabalhar, arranjar namorado, casar e ter filhos, nunca se separar e morrer (nossa, não pensem que sou contra separação, ou que estar casado implica em morrer, mas é que meus avós sempre falaram que separação é muito horrível, e acho que por isso nunca vi meus tios trocando beijos ou parecerem apaixonados).

Quando me deparei com a seguinte situação: 20 anos, namorando, cursando o segundo ano de jornalismo numa faculdade particular e grávida, meu Deus, me perdi! É claro que sonhava um dia casar com o Ramon, mas não agora! Eu vivia um mundo em que eu me casaria, compraria um apartamento no Ecovile (bairro nobre de Curitiba), seria jornalista de moda e trabalharia numa revista bacana e que não me exigisse horas de trabalho, pois seria tão boa que trabalharia em casa ou viajando, com um PT Cruiser na garagem e dinheiro seria um mal necessário! Naquela tarde de outono todos os meus sonhos, planos e desejos “pluft” desapareceram como num passe de mágica. O que eu fiz da minha vida!?!?!?!

Minha gravidez durou 5 meses (descobri no quarto mês) e foram os meses mais intensos da minha vida. Um misto de frustração, medo, descobertas, raiva, rejeição e tantos outros sentimentos que se fundiam numa cabeça tão cheia de pensamentos e tão vazia de experiências. Como fui deixar isso acontecer.

Me lembro que quando o teste da farmácia deu positivo, minha mãe olhou pra mim e perguntou: “Você não reparou que sua barriga aumentou de tamanho?” eu respondi “Não, achei que fosse comida”, ela riu e disse “Óvulo com espermatozóide dá criança, não Big Mac”. É pessoal, eu estava esperando um bebê. Um filho. Como poderia dar certo duas crianças brincando de casinha, ou melhor, de com a gente mesma.

Em todo o processo da gravidez, o mais difícil foi encarar meu pai. No começo, a gente não conversava. Ele nem olhava para a barriga. Foram dias bem complicados. Depois teve todo o processo de como eu e o Ramon iríamos fazer das nossas vidas. Optamos por não casar no primeiro momento, mas graças a Deus hoje completamos 1 mês de casados e está sendo maravilhoso! Quando fomos morar juntos, houveram várias situação que não estavam bem resolvidas. Eu fui morar com ele na casa, a mãe dele foi morar sozinha, a gente morava loooonge pra caramba, mas hoje Deus nos abençoou com um apartamento bem gostoso pertinho do trabalho do Ramon (ele tem um estúdio de ensaio, o O.Z. Sound Studio em Curitiba) e agora com a faculdade que também é perto de casa, estamos bem felizes.

As dificuldades foram enormes. Morar junto, com um bebê pequeno foi uma escola de vida que só quem passa por essa experiência sabe do que estou falando. Aprender a dividir um espaço novo, com alguém que até então passava algumas horas e alguns dias com você é muito difícil. Agora pensa nisso com uma criança. Aprender a ser mulher, esposa, mãe e dona de casa, tudo ao mesmo tempo! Não havia livro, programa de televisão ou vídeo no YouTube que ensinasse que viver uma vida de gente grande do dia para a noite. Dormi menina e acordei mulher.

Os primeiros meses foram hiper difíceis. Passava o dia em casa cuidando da Sophia, fazendo comida e limpando a casa, a noite o Ramon tinha que ir pra faculdade e eu e Sophia íamos para a casa dos meus pais e ficávamos até meia-noite, quando o Ramon nos buscava e íamos para casa que era longe. Com dois meses de casa nova fomos assaltados e levaram todos os nossos eletrônicos, tudo o que comprei com meu dinheiro. Daí vieram as dificuldades financeiras e as brigas porque eu queria e não podia. Voltei a trabalhar. Não foram tempos fáceis.
Mas a gente foi crescendo, aprendendo com as diferenças e com as semelhanças que juntos seríamos mais que vencedores. O Ramon desejou montar o estúdio, como um sonho, onde ele pudesse trabalhar e ter uma fonte de renda, mas por enquanto as coisas estão caminhando a passos lentos.

Sabe aquela história que de quando um fruto cai da árvore antes do tempo, é preciso ter paciência para que ele amadureça? Então, é minha vida. Engravidei antes do tempo, não segui um ciclo “natural” da vida. Agora preciso ter paciência com a vida e esperar que a cada passo dado seja uma nova vitória na minha vida.

E minha vitória é ver o desenvolvimento sadio da Sophia, ver meu lar com muito amor e saber que honramos Deus acima de todas as coisas e somos fiéis a Ele. 


Minutinhos antes de Sophia nascer!


Momento a três!

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