Papai e seus dois amores!

NÃO .... não sou à favor da poligamia, Deus nos livre! E aqui em casa é tudo bem certinho, eu e maridinho, maridinho e eu! Tudo super nos conformes. Mas na hora de dormir, não é só eu e maridinho. Temos uma outra pessoa na cama. Sim, outrA, gênero feminino, singular! E mais, essa outra dorme entre a gente, agarradinha no maridinho.

Se tenho ciúmes?!? Nenhum pouco! Se gosto dela?! Demais! Deixo ela ficar entre a gente?!?! Com certeza! Mando ela sair?!? De maneira alguma, sou eu quem deixo!

É pessoal ... aqui em casa, a gente tem companhia na hora de dormir. Temos um pequeno frutinho bem princesa que compartilha e, “divide” a cama. Sophia tem dormido conosco.

Tudo começou desde o começo. Ela nunca dormiu no quarto dela, talvez porque ela nunca tenha tido o quarto dela. Quando a gente morava na casa (falando assim parece que era o inferno, mas era), além de ser muuuito frio, não tinha expectativa de passar minha vida toda lá, então nunca investi em decoração, além de não dinheiro. E como casa é sempre mais fria, a gente se “acafofava” num quarto só. Sophia primeiro dormiu naqueles moises (uns cestos, tipo o que Moises foi deixado no rio), depois foi para um berço desmontável, mas ambas as situações no nosso quarto. Primeiro por causa do frio que faz a noite em Curitiba, depois e por conseqüência, levantar nesse frio não é fácil, então ela estando do meu ladinho, qualquer chorinho eu estava pertinho.

Quando nos mudamos para o apartamento, “arrumamos” o quartinho da Sophia, mas ainda deixamos ela dormindo no berço desmontável no nosso quarto. Quando foi próximo ao “Dia das Mães”, eu ganhei um presente da minha mãe: a cama da Sophia. Eu fiz até um post sobre a caminha dela http://monmaternite.blogspot.com/2011/05/ludico-decidi-que-voltaria-trabalhar.html, e como foi maravilhoso aquele momento, o papai montou, Sophia curtiu demais. Depois eu mudei todos os móveis do quarto dela de lugar, e decidimos deixar uma televisão com o DVD no quarto dela, tanto que ela rabiscou toda a parede esses dias, lembram que falei disso http://monmaternite.blogspot.com/2011/07/supernanny.html.

Quando montamos o quarto, da “primeira” vez, eu a deixava dormir na caminha alguns dias, depois que mudamos a decoração do quarto, comecei a deixá-la dormir em seu quarto todas as noites. As primeiras foram sucesso, depois começou a esfriar e..... Sophia ODEIA coberta, ela é super encalorada, mas não há calor do corpo que resista há uma noite de inverno curitibana, então eu colocava 3 blusas, 2 calças, meia calça, aquecedor no quarto, 2 cobertas e no meio da noite lá estava a mão, parecendo um cubo de gelo. Impossível ficar em paz assim. Então decidi SOPHIA DORME COM A GENTE! Papai super aceitou a idéia. E estamos assim até hoje.

Mas não vou negar que esses dias estava visitando um blog amigo http://aventurasdomundomaterno.blogspot.com/2011/08/o-sono-e-o-novo-sexo.html quando me deparei com esse post e.... na medida do possível me vi em muitas dessas situações. Foi quando parei e pensei: será que a maternidade faz a gente deixar de ser mulher? Mulher que digo é esposa, amante, companheira; aquela que ouve, entende (ou finge que entende), apóia, aconselha. Será que quando nosso frutinho nasce, nasce a mãe e “morre” a esposa? Sério mesmo! Já me peguei varias vezes conversando com o marido e se Sophia respira eu o deixo falando sozinho para ver o que aconteceu. E sem menor peso na consciência. Mas aposto de se fosse ao contrário, eu ficaria muito brava, muito irritada.

Parei e pensei. Puxa vida, estou agindo certa com meu marido?! Será que estou dando mais “importância” para nossa filha e esquecendo totalmente dele.

Infelizmente, ou quem sabe felizmente, eu não tive “tempo de casada”. Durante o namoro, nunca viajamos juntos, eu e ele. Depois de casado, não viajamos nem pra Caiobá (litoral do Paraná, há 100Km – e olha que temos apartamento lá!). Nunca fiz jantar a “luz de velas” para o marido; Nunca ficamos assistindo filme até de madrugada; Nunca fomos à um show, peça de teatro, depois saímos para jantar e chegarmos tarde em casa; Nunca fomos a uma festa e chegamos quase amanhecendo o dia; Não tivemos lua-de-mel. Nossa família nasceu junto com a Sophia. Na verdade, primeiro veio o vínculo entre eu e a Sophia, depois o Ramon apareceu. Primeiro moramos, eu e Sophia, com meus pais, depois fomos morar com o Ramon.

Bateu um peso. Bateu um sentimento de ....... não sei, mas um sentimento de não dar valor, carinho, atenção a quem tanto amo, e mais, sem ele não haveria Sophia, hahahaha!!

É claro que até a primavera chegar, e com ela um pouco de calor, Sophia continuará a dormir conosco. Mas prometo que cuidarei mais do meu marido. Aquele que me deu o maior amor do mundo; aquele que me ama como sou: gorda ou magra; cabelo loiro ou com uma raiz gigante; mal humorada ou feliz; com abrigo ou vestido longo. Obrigada meu amor! E desculpe o desabafo em rede virtual, mas acho que sendo sincera e abrindo meu coração, posso “ajudar” alguém que possa estar passando por isso. Afinal, é por isso que estou aqui!

Amor demais!!!

Tem como não acordar feliz ao lado dessa cena?!?!




Ahhh ... Queria agradecer as palavras de carinho sobre a saúde da minha mãe! Ela já está bem melhor. Obrigada pessoal pelo apoio!

Ahhh 2 ... No texto sobre o primeiro acidente da Sophia eu escrevi um termo meio odontológico; avulsionou é quando o dente é extraído, retirado do seu espaço biológico. Sorry pelo termo técnico, mas daí vocês vejam como eu narrei os fatos literalmente. 

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Indicação




Há algum tempo recebi da querida parceira Fraldas Capricho uma caixa cheeeeeia de fraldas Pica-Pau, de vários tamanhos em embalagens individuais (muito charmoso para levar na bolsa de passeio) e um mega pacotão da fralda Pica-Pau tamanho M. Como Sophia já estava no G, deixei guardada para uma possível doação.

Trocando emails com a Paty , ela me falou que estava com problemas em encontrar uma fralda que atendesse as expectativas dela, uma vez que sua princesa Ana Luiza, estava naquele período de troca de tamanho de fralda. A Paty me falou por email que algumas fraldas ficavam apertadas, outras grandes demais. Foi aí que à presenteei com o mega pacotão fraldas Pica-Pau M.

Vamos ao vereticdo!

Recentemente tive a oportunidade de conhecer a fralda Capricho
Pica-Pau. Ganhei um pacote de uma amiga que tem parceria com a marca (A Marcella do Mon Maternité). Assim que abri o pacote já pude ver que ia gostar da fralda. Elas são bem macias e não são plastificadas, dando assim mais conforto para a minha filha.
Sem contar as estampas que são uma graça. Achei o formato dela um
pouquinho mais larguinha do que outras fraldas do tamanho M, o que
também aprovei, pois com isso acho que é mais difícil ocorrer
vazamentos. Usei a fralda em dias frios, dias em que normalmente a
quantidade de xixi é muito maior e a fralda não vazou nenhuma vez. Nem mesmo com cocô. Segurou super bem! Outro ponto positivo desta fralda são as fitas de fechamento que são elásticas e permitem um melhor ajuste na barriga do bebê. Resumindo é uma fralda muito boa e caso eu encontre para vender, pretendo comprá-la, pois atendeu a todos meus requisitos!”

Princesa Analu com sua fraldinha Pica-Pau

Pose pra foto!!

Essas pernocas de floquinho de neve desfilando com Fraldas Capricho Pica-Pau



Obrigada Paty por confiar em minhas palavras e em meus parceiros. À Fraldas Capricho, meu muito obrigada pela confiança, vocês fazem parte essencial dessa nossa história, espero poder contar sempre com vocês!!

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A primeira vez

“Para tudo tem uma primeira vez”. Mais clichê do que isso, só dizer que nem sempre a primeira vez das coisas é boa. E na maternidade, isso não seria nada diferente.

Quando somos mães de primeira viagem, todas as nossas “primeiras vezes” são muito marcantes; seja pela ansiedade, nervosismo, apreensão, frustração ou até mesmo tristeza. Como não lembrar do primeiro olhar; o primeiro choro; o primeiro colo; a primeira roupa; a primeira troca de fralda; a primeira mamada; o primeiro banho; a primeira noite – seja ela dormida ou mal dormida; o primeiro dia de vida; o primeiro dia em casa; a primeira noite em casa – mais uma vez, seja ela dormida ou mal dormida. Com todas essas maravilhas dos primeiros dias, vem as primeiras vacinas; primeira febre; primeira tosse. Os dias vão se passando, com eles os meses e começam os primeiros sorrisos sem dentes; os primeiros estímulos; o primeiro encontro do pé na boca; o primeiro brinquedo arremessado berço a baixo.

Os meses passam e começam os desenvolvimentos: a primeira frutinha; a primeira sopinha; os primeiros dentinhos e as primeiras mordidas. O começo do engatinhar até os primeiros passinhos, sem contar as primeiras “palavrinhas”: abu, grrrrr, bua, aa, pa, ba, ta.

O primeiro ano passou e com ele muitas primeiras coisas que nunca vamos nos cansar de lembrar, suspirar e contar. Mas existem algumas primeiras coisas que a gente preferia que jamais acontecessem com nossos frutinhos, coisas que se pudéssemos jamais aceitaríamos que houvesse essa primeira vez. E semana passada infelizmente aconteceu isso comigo, aconteceu uma primeira vez que eu pediria a Deus jamais ter uma segunda, embora muitas pessoas [cruéis] digam “Ahhhhh, mais isso é normal ... uma hora acontece”.

Foi na quinta-feira da semana passada, minha mãe estava muuito doente, foi diagnosticada com traquibronco pneumonia bacteriana (ufa, nomezinho complicado) e estava muuito fraquinha, e por passar o dia todo sozinha, estava muito carente, e pediu que eu levasse Sophia depois da escola para ela vê-la. Assim o fiz.

PAUSA
Alguns dias antes, eu havia levado Sophia na casa da minha mãe e ela queria brincar de massinha de modelar, então tirei a cadeirinha dela (que é daquelas baixinhas, que você coloca na cadeira comum, com uma bandeja que “prende” a criança na cadeira ... vocês sabem de qual eu estou falando!?!?? Espero que sim!!) que fica presa, amarrada, quase colada na cadeira da cozinha e levei para o chão na sala. Fomos embora e eu deixei a cadeira na sala.

PLAY
Chegamos lá, minha mãe abraçou Sophia, que respondeu com abraços e beijos. Como de costume minha mãe levou Sophia para a cozinha para tomarem café e conversarem. Eu e o Ramon ficamos na sala assistindo TV, aproveitando a NET. Quando de repente minha mãe começa a gritar “Caiu, Má, ela caiu, socorro” ... em segundos começa o choro mais ardido, mais sofrido, mais horrível que uma mãe pode ouvir, o choro de dor. Corri, e quando cheguei vi uma pequena princesa chorando, soluçando e com sangue na boquinha. Minha mãe em pânico, chorando juro falou “O dentinho dela avulsionou” ... foram os segundos mais tensos e horríveis da minha vida. Confesso que eu não sabia se acalmava minha mãe ou a Sophia. Tomei Sophia nos braços, fui até a cozinha, pedi que ela tomasse um golinho de água para tirar o sangue, levei para a sala onde havia claridade e Discovery Kids e abri sua boquinha ... os dentinhos estavam ali.

Em resumo, minha mãe colocou Sophia na cadeirinha que NÃO estava presa. Ao se apoiar nessa bandeja, o peso veio todo para a frente e ela caiu; bateu os dentinhos no lábio que na hora cortou. Foi a primeira vez que Sophia sangrou; o primeiro acidente; o primeiro corte. A primeira vez que vi minha filha sentir dor.

Mas preciso abrir meu coração. Naquele mesmo dia, achei o blog da Carolina, mãe da pequena Ana Luiza, uma pequena princesa, que hoje é um anjinho. Já tinha conhecido esse blog, lááá quando criei o meu, mas confesso que nunca mais havia pensado nele, e quando lembrei já era tarde. A pequena Ana Luiza foi diagnosticada com um tipo raro e muito agressivo de câncer e infelizmente faleceu esse ano. Não sei dizer quando foi isso, mas ler o início dessa história me fez pensar tanto, que na hora que vi minha filha ali, eu tirei uma força não sei da onde, agradecendo a Deus porque era um pequeno e simples acidente.

A vida daquela família que passou por tantas coisas me fez enxergar que muitas vezes nossas primeiras vezes na maternidade não são maravilhosas. A Carolina escreveu em muitos momentos que sua Ana Luiza nunca teve gripe, febre, a saúde de ferro. Não quero me conformar, nem comparar quem sofre mais, quero apenas ter força para enfrentar grandes e pequenas dificuldades das primeiras vezes que a vida vai me “dar”.

Mais uma vez coloco em palavras escritas os meus sentimentos em relação ao blog ... quero só ajudar. Ajudar alguém que um dia possa não saber o que fazer, não saber da onde  tirar forças, mas lembrar “Ei, mas aquele menina falou disso, fez isso e aconteceu isso ... eu vou conseguir!”.  

Dodóizinho do amor ...

Tadinha da minha princesinha ...
A foto é velhinha, mas foi desta cadeira que ela caiu ... super indico a cadeira, mas ela precisa estar BEM presa!!!

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Interação


Sou a primeira mãe que conheço. Parece estranho ler essa frase, até escrevê-la soou esquisito, mas é verdade. Nunca havia convivido com uma mãe. A única grávida que tive contato foi minha tia, mas ela mora há 600km de Curitiba. Acompanhei a gravidez e os primeiros anos de vida do meu primo, João Arthur, de tempos em tempos. Confesso que até ajudei a cuidar dele, mas tudo era uma grande brincadeira de casinha, afinal, eu tinha 15/16 anos. E nunca questionei nem notava detalhes que hoje fazem parte fundamental da minha vida. Lembro-me do dia em que minha tia nos telefonou contando que ele havia se virado, rolado na cama. Para mim, naquela época, era uma notícia “inútil”, afinal, ele deveria fazer sempre aquilo, dormindo por exemplo. Hoje sei que é um passo enorme no desenvolvimento do bebê o momento em que ele se vira de um lado para o outro.

Sophia entrou na escola prestes a completar sete meses de vida, era 31 de agosto de 2009. A escola em que optei matricular Sophia não dava “tempo de adaptação”. Quando soube disso questionei imediatamente a diretora. “Como assim não tem tempo de adaptação. Se ela não se adaptar eu perco o dinheiro da matrícula e primeira mensalidade?”; ela prontamente me respondeu “Quem precisa se adaptar é você, a mãe; não a aluna. Será uma nova etapa, mas não há necessidade de uma semana de adaptação”. Questionei ainda mais “E eu posso ficar na escola acompanhando o comportamento dela?!”; “Se ela vir à senhora, aí é que ela começará a chorar. Se a senhora quiser, pode deixá-la mais tarde e buscá-la um pouco mais cedo que o horário habitual que a senhora costumará deixá-la na escola, mas acredito que qualquer coisa diferente disso será mais difícil. Será mais difícil para a senhora, repito, não para ela”. E assim eu fiz. Era uma segunda-feira, levei Sophia por volta das dez da manhã e a busquei por volta das cinco da tarde. Ela estava ótima.

O “problema” de se colocar um filho pequeno na escola é você acabar delegando (e se acostumando) a escola educar seu frutinho. Não somente na questão do que é certo ou errado, mas também acabar deixando com a escola o papel de desenvolvimento.

Quando procurei por outros blogs, comecei a conhecer (na medida do possível), um pouco do que as mães querem para seus filhos. Existem os blogs em forma de diário, muitos até começam como se estivesse escrevendo uma carta aos filhos, para que no futuro, eles possam saber os sentimentos, medos, desejos e anseios da mamãe naquele início de maternidade. Existem também os blogs que noticiam a maternidade, ou seja, passam de maneira jornalística os fatos; apresentam muitas vezes em terceira pessoa, com ajuda de fontes, sejam elas pessoais, textos científicos ou reportagens publicadas na internet. Tem os blogs que ainda relatam suas experiências e decidem debater com as outras mães leitoras se está certa ou errada. E existem os blogs como o meu, que querem apenas passar as suas experiências para tentar auxiliar alguém que esteja passando pelas mesmas dúvidas, incertezas e certezas.

Com todas essas visitas, pude observar que embora escritas de maneiras diferentes, e por motivos diferentes, existe uma preocupação com essas mães que se dedicam horas por semana em seus blogs em comum: querer o melhor para o desenvolvimento dos seus frutinhos. Seja através de passeios, presentes, brinquedos, alimentação, educação ou relatos, TODAS, inclusive eu, desejam que seus filhos vivam num mundo melhor. E através do blog, do meu blog, posso dizer que hoje eu conheci algo que merece atenção especial, porque atende exatamente a essa preocupação materna: o desenvolvimento.

Hoje pela manhã, Sophia, eu e papai (na verdade o papai ficou envergonhado e por isso não participou), pudemos vivenciar um momento muito único e especial dessa busca pelo melhor desenvolvimento da nossa Sophia. Fomos convidados pela querida Fernanda Roche para uma aula experimental de “Brincadeiras Cantadas” em seu “Criança em Foco – Espaço de Desenvolvimento” . Sem dúvida nenhuma, uma das experiências mais deliciosas que vivi com minha princesa.

Em primeiro lugar, foi maravilhoso “sair” da rotina. Estávamos no Shopping Novo Batel, no centro de Curitiba, mas parecia que eu estava looonge do mundo. Estávamos numa sala tão cheia de brinquedos, tão cheia de um mundo lúdico, tão cheia de mimos, que me senti criança novamente. Depois, pude conviver com uma Sophia que até hoje era desconhecida para mim, a Sophia aluna; uma Sophia que brinca, dança, conversa, interage, “se vira” sozinha e independente de mim. Mas ao mesmo tempo, ela queria a minha aprovação, a minha mão pertinho da dela. Foi emocionante ver o quão independente e desenvolvida ela é/está.

A “Brincadeira Cantada” é diferente de “musicalização”. O objetivo era brincar, interagindo com mamãe/papai/cuidadora, acompanhando a música que era cantada por todos. Eu, como mãe, brincava, cantava e ajudava o desenvolvimento, enquanto Sophia brincava, cantava e desenvolvia questões como: sociabilidade (estávamos em sete crianças/acompanhantes de diferentes idades – 1 à 3 anos); respeito (haviam momentos em que a professora trabalhava com uma criança de cada vez, então deveriam esperar ser chamados); coordenação motora; criatividade; limite. Enfim, pudemos criar um vínculo que até então não havia existido.

Além da brincadeira cantada, o “Criança em Foco” oferece Estimulação para bebês, Playin' music (estimula através de brincadeiras cantadas os sons que eles têm capacidade de produzir facilmente só por estarem expostos a outra língua), Shantala (massagem milenar indiana), Jornada gastronômica e muitas outras maravilhas que desenvolvem nossos frutinhos.  

Agradeço a querida Fernanda, que me ofereceu a oportunidade de viver esse momento tão inesquecível que vivemos hoje. Muito obrigada pela confiança e pelo carinho.

E deixo aqui minha dica para as mamães que me lêem: aproveitem momentos que parecem tão rotineiros para transformar em momentos prazerosos e estimulantes. Um simples banho pode se tornar uma descoberta fantástica do fundo do mar, por exemplo. Uma música tocando no rádio, pode se transformar numa coreografia bem deliciosa entre vocês. O trajeto casa/escola, por exemplo, pode ser tornar um ensaio de coral.

E para as mães de Curitiba, não deixem de conhecer esse espaço tão maravilhoso, não deixem de conhecer o Criança em Foco. 

Criança em Foco

Brincadeiras Cantadas

Estrutura toda cheia de carinho!!!

Aula de estimulação de bebês

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Dica de leitura

Por Dentro da Cabeça do Seu Filho
Nigel Latta – Editora Fundamento

Ser pai ou mãe é uma das tarefas mais gratificantes que existem. E também uma das mais difíceis. Em meio a tantas dúvidas, problemas e conflitos, muitas vezes acabamos nos afastando do nosso principal papel nessa jornada. Isso acontece quando a rotina é dura demais, louca demais, estressante demais. Quando você se esquece do prazer de conviver com seu filho...

Educar filhos é ensiná-los a seguir viagem sozinhos, a distinguir o certo do errado, a fazer a coisa correta mesmo quando for a mais difícil. É ensiná-los a dar o máximo de si para realizarem seus sonhos e terem orgulho do que são. A lutar por aquilo em que acreditam e a não se calar diante das injustiças. Acima de tudo, ser pai ou mãe é ensinar a amar e a ser amado.

Veja o que você ainda vai descobrir:
- como dar a quantidade certa de atenção;
- escutando seu filho e falando com ele;
- como melhorar a qualidade do relacionamento de vocês;
- resolvendo problemas de alimentação e sono;
- desenvolvendo o cérebro infantil;
- como lidar com crianças muito levadas. 

Reprodução Internet. Fonte: Ed. Fundamento
Fonte: Ed. Fundamento



Gostou?!? Eu adorei! Para comprá-lo acesse o site da Editora Fundamento!! 

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Bênçãos

Não é novidade para quem vira e mexe visita esse meu cantinho tão amado, que quando o criei, além de achar que seria a única no mundo a ter essa brilhante idéia de montar um blog sobre maternidade, desejava compartilhar minha história e poder ajudar apenas UMA ÚNICA PESSOA que pudesse passar por algo semelhante ao que aconteceu comigo.

Sei que minha história não é tããão anormal assim, e que um dos maiores “problemas” da sociedade, se assim posso chamar, é a gravidez entre adolescentes. Estar com vinte anos não é mais tão adolescente assim, mas me viam como uma. Eu fazia faculdade particular de jornalismo, o que não é um curso tão barato assim, tinha um namorado há anos mas era apenas um namorado, ele também fazia uma faculdade particular de engenharia mecânica e tinha como forma de sustento renda de aluguéis de imóveis que o pai e avô paterno deixaram de herança. Era mais uma mesada do que uma forma de sobrevivência.

Quando me vi grávida, me vi no meio de uma situação que nunca havia sequer imaginado. Eu nunca tive uma amiga grávida. Eu tive contato com bebês uma vez na vida, na gravidez da minha tia. Eu não desejei ser mãe, via como algo super natural. E mais, tinha planos (na verdade eram sonhos) muito certos: me formaria, o Ramon também, a gente casaria uns dois anos após a formatura dele, daí teríamos um apartamento no Ecoville (bairro nobre de Curitiba), cada um com ser carro, ele trabalhando numa grande empresa ganhando muito dinheiro, eu trabalhando por amor a profissão, quando chegássemos aos 27/28 anos engravidaríamos e teríamos uma família super feliz. Ah, eu teria uma empregada e uma babá, para cuidar do frutinho no passeio ao shopping e enquanto eu estiver fora de casa trabalhando. O que foi?? Minha mãe sempre me disse que sonhar não custa nada, e meu pai sempre falou que o máximo que pode acontecer é ele (no caso meu sonho) dizer não.

E nada disso aconteceu. Eu disse NADA! Eu não pude concluir meus estudos, precisei optar em pagar a faculdade ou pagar meu enxoval e da Sophia; o Ramon não se formou, precisou trancar o curso porque não tinha como sobreviver com a mesada; não nos casamos; fomos morar na casa que era dele com a mãe, que “optou” por sair da casa, mas o acordo era ela sair em dezembro de 2008, ela saiu em abril de 2009, dois meses após o nascimento da Sophia; eu não tive carro, e o do Ramon que era o sonho da vida dele, precisamos vender para comprar um carro velho; não tive empregada nem diarista, muito menos babá. Essa foi a minha vida nos primeiros anos da vida de mãe. Posso assegurar que foram os piores anos da minha vida. Não quero justificar, mas engoli tanta coisa que fui engordando sem notar. Cheguei aos 100kg facilmente.

Não é fácil, nem digo que está sendo me despir nesse texto. Reviver aquilo que vivo, em muitos momentos é doloroso, é difícil, é cruel. Nunca esperei fazer isso com a minha vida; fazer disso a minha vida. Mas eu cresci, fui forte, fui além daquilo que eu imaginava que conseguiria fazer.

Gerei uma pequena e maravilhosa vida dentro de mim. Quantas mulheres sonham com isso e Deus me deu esse privilégio, sem eu nem querer. A cada ecografia, ter certeza da perfeição da minha filha era uma benção. Saber que os remédios que tomei para emagrecer durante a gravidez, quando ainda não sabia que estava grávida em nada afetaram o seu desenvolvimento. Lembrar da aula de vale-tudo que fiz também grávida, fazer mais de mil abdominais das mais diferentes formas e ela ficar ali, quietinha, se protegendo, só me faz crer que existe um Deus que sabe todas as coisas.

Hoje, posso dizer que estou começando a colher um pouquinho de muita coisa que sei que plantei na vida. Hoje, o site do programa Papo de Mãe , que posso sem exageros dizer que é referencia em programa sobre maternidade (e porque não paternidade), publicou o texto da minha história. Quer maior benção do que ver o seu esforço, o seu sonho, aquilo que você deseja se tornar realidade!?! Hoje posso dizer que um sonho meu se tornou realidade, ver minha história ajudando UMA ÚNICA PESSOA!

Mais uma vez, obrigada por cada pessoa que lê meus textos. Obrigada a cada pessoa que já entrou aqui nesse cantinho que é feito com muito amor. Obrigada a cada pessoa que segue o blog. Obrigada a cada pessoa que comenta o texto, significa que leram minhas palavras e um pouco de mim. Obrigada a cada pessoa que participa de sorteio. Obrigada a cada pessoa que acredita na minha história e faz parceria com o blog. Obrigada mãe, pai, tatá (minha irmã) e Ramon por agüentarem eu falar tanto de “blogosfera materna”, “blogar”, “parceria”, “amigas”, “blogs” e tantas outras coisas que envolvem a blogosfera. Obrigada Sophia, por ensinar a mamãe o que é ser mamãe; ser paciente; ser mamãe polvo (como a  Paty escreveu no blog dela); obrigada por ser o Woody e a mamãe Buzz, ser a Buu e a mamãe o Sully  , ser a EVA e a mamãe o Wall-E, ser a Sally e a mamãe o Relâmpago McQueen, ser a Fiona e a mamãe a Shrek; obrigada minha filha por fazer meu sonho hoje ser realidade!!! 

"Casa da Sophia"

Sempre juntas!!!

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Infância

Bom, como estou sozinha no consultório, passo hoooras na internet, fico tanto tempo que tem horas que nem sei mais o que pesquisar ou acessar. Daí, fecho todas as páginas e abro tudo novamente, até vir uma luz. E não é que essa luz apareceu agorinha. Hoje é 24 de agosto, dia da infância. Alguém sabia disso?! Eu não sabia! Sabia só do dia das crianças, mas da infância essa é novidade. Porem uma novidade boa, porque deu idéias para um post.

Eu não fui uma criança que teve aqueeeela infância contada nos livros. Já não pude brincar na rua, já morava em “cidade grande”, em apartamento e ficava bem feliz de ir no parquinho do prédio. Se bem que mesmo se pudesse brincar na rua, ninguém ia me querer, eu era muuuito “pata choca”. Eu era sempre “café com leite” nas brincadeiras mais ousadas, tipo esconde-esconde, gato mia, e ninguém queria jogar comigo bets, ou porque eu caía ou era lerda demais para correr. Então eu sempre gostei de brincar sozinha, assim ninguém me xingava.

Eu sempre brinquei de Barbie, daquelas que ficava hoooras montando a casa e quando ia brincar, cansava. Adorava escolinha, sempre era a professora, tipo a professora Helena. O que, você não sabe quem é professora Helena!??! Meus gibis da Turma da Mônica serviam de cadernos dos alunos, que não existiam. Muito suspeito isso né!? Mas não, eu não tive amigos imaginários nem “via” alguém, eu simplesmente falava sozinha. Adorava brincar de lojinha, pegava as roupas da minha irmã e ficava “vendendo” para ninguém. E assim foi minha infância!

Posso dizer que era muito feliz. Nunca me faltou nada. Nunca me faltou estudo, comida, nem idéias para brincar. Não tive coleção de Barbies, mas tive cinco ao longo da vida que me fizeram muito feliz. Eu não tive a “Casa da Barbie”, mas inventei que com duas fitas VHS se faz um sofá bem grande. Ganhei num Natal o “Jeep da Barbie”, e chorei incontrolavelmente de emoção. Sempre quis ter jogos, daqueles tipo “Detetive”, “Banco Imobiliário”, “Cara a Cara”. Ganhei um “Jogo da Vida” quando fiz 14 anos. Tive ele até esses dias atrás, quando fui girar a roleta e quebrei.

Quero muito passar esse tipo de valor para a Sophia. Entendo e acho muito legal toda essa tecnologia, afinal, ela desenvolve partes do cérebro que eu demorei demais para ativar, hoje Sophia mexe no meu celular (que é tipo smartphone) muito melhor que minha mãe, que na verdade, não sabe mexer. Vejo meu primo de oito (ou será nove) anos que tem 3 video-games, um mini-game e acesso ao notebook com internet wireless. Mas acho que ele nunca viu alguém jogar bets. E para quem já jogou sabe como é gostoso.   

Sei que o mundo é outro e não tem como brincar na rua. As meninas vão ao shopping sozinha com as amigas com dez, onze, doze anos. Cada uma com seu smartphone, bolsa cara e roupas super estilosas. Na “minha época”, festa de quinze anos já era o presente, se viesse acompanhada de uma viajem para Disney era a realização do sonho. Hoje, a festa de quinze anos é obrigação, a viagem para Disney é feita até os dez anos, senão é mico e o implante de silicone ou plástica no nariz é antes de entrar na faculdade. Será que isso mesmo é infância!?!?

Não quero ser A que critica, A revoltada, A retro ... longe disso, só penso: será que é isso que quero para minha filha hoje!?? Serei sincera, quem sabe se eu não tivesse engravidado nova, namorando e passado por tantos perrengues seria a continuação dessa geração “alienada”, afinal de contas, eu era. Minha preocupação era minha roupa, meu óculos, minha maquilagem, minha imagem. Já falei aqui no blog que gastava mais de R$100,00 por mês em revistas de moda. Sabia todas as tendências, todas as coleções, o In e o Out da moda. E hoje me pergunto: pra que?!?! Fez alguma diferença na minha vida!??! Não!! Quer dizer, até fez, me fez gastar um dinheiro que está no lixo, afinal, o que vou fazer com uma revista que fala que na primavera a moda é floral, se nessa primavera, três anos depois a moda é psicodélica!?! Não estou dizendo que gostar de moda é errado, longe disso, continuo adorando, mas eu não tinha responsabilidade. E a maternidade me fez mudar muitos valores. Até sobre o que é infância!

Pois isso venho aqui hoje dar parabéns aqueles que se sujam de terra, que se lambuzam de brigadeiro, que derrama sorvete na roupa, que escolhe se anda só nos quadrados brancos ou pretos do chão no shopping ou se não pode pisar na linha, que param num canal de desenho de vez em quando para relembrar a infância e dizer “nooossa, como eu gostava de assistir isso!!”. Parabéns a gente! E que possamos passar esses bons momentos para nossos frutinhos. 

Que coisa mais fofa!!!

Acho que tem alguma coisa parecida ....


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Testado e aprovado!

Essa semana as coisas estão calmas no consultório, como mamãe/chefe ainda não estão atendendo em virtude de uma viagem para a casa do meu avô, resolvi colocar o blog em dia. Daí observei que não havia postado nada sobre os resultados dos produtos dos nossos parceiros, então ontem postei o resultado do sorteio da Tikebum Etiquetas Personalizadas. Hoje irei falar sobre as fraldas de pano da Mamãe Natureza!

Infelizmente, por relapso meu, ainda não pude entregar o presente à vencedora do sorteio da fralda de pano, a Juliani, e olha que ela mora aqui em Curitiba, mas logo que fiz o sorteio o príncipe Eduardo precisou ser operado, foi uma luta na vida dele e da mamãe dele e agora preciso entregar. Mesmo a fralda sendo tamanho G daqui a pouco ele nem usa mais fralda e eu aqui com ela. Perdão amiga. Vamos marcar essa entrega né?!

Então vamos aos fatos. A fralda é simplesmente MARAVILHOSA!! A fralda de pano é bem macia, fofinha e super gostosa. E a “calça plástica” é bem estilosa, super firme e se adapta perfeitamente à cintura e as perninhas no bebê. Infelizmente esqueci de tirar foto da parte interna da fralda, mas farei isso e edito o post depois!

Siim filha, é uma fraldinha de pano.

Isso, pose pra foto!

O Woody pode sair na foto sim, abraça ele!

Filhote, olha pra foto ...

 ... então vai brincar!

Obrigada pela confiança, Mamãe Natureza!



Ah, eu ganhei um absorvente intimo feminino de pano! Olha, preciso super abrir meu coração. A idéia é ótima, mas preciso de mais tempo para me adaptar a essa nova-velha-modernidade. Um minuto de descuido e ..... pluft! Mas estou me adaptando. Super indico para quem quer conhecer “novidades” preocupadas com o futuro do nosso planeta. Ele é lindo, super charmoso! Vale a pena conhecer!

Não é super feminino!?!




Gostaria de super agradecer a Mamãe Natureza pela confiança. Obrigada pelo carinho. Não deixem de conhecer o site da Mamãe Natureza

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Uma imagem vale mais do que palavras!!

Vocês se lembram do sorteio das maravilhosas sorteio das maravilhosas etiquetas Tikebum?!? Eu preciso abrir meu coração e confessar que fiquei bem tristinha porque poucas pessoas participaram, afinal, além de ser uma coisa tão boa participar, imagine que delícia ganhar ... e ganhar coisa boa!! Pois bem, tristeza de lado, a querida Ligia participou e ganhou!! E sua princesa Sophia recebeu váááárias etiquetas personalizadas para identificar seus pertences. Esse final de semana, a Ligia  me mandou fotos do kit que ela recebeu em casa. Olhem só “que marravilha”!!

Kit que a querida Ligia ganhou!!

Devidamente etiquetado!


Agora sério, gostaria de saber ... se houvesse outro sorteio da etiquetas Tikebum, você participaria?!?! Eu já usei e super aprovei! Houveram três testes em que achei que agüentaria a pressão e elas estão lá, firmes, lindas e fortes! A primeira foi colar no maiô da natação, OK! O segundo foi colocar esse mesmo maiô na secadora de roupa eeeee, OK! O terceiro foi levar o Woody e o Buzz devidamente etiquetados para o banho e ..... OK! Elas estão lá ... sem nenhum tipo de dano! Vai dizer que sobreviver a tudo isso e ainda ficar intacta não é sinal de qualidade!?!?!

Valeu TIKEBUM pela confiança e pelo carinho de nos prestigiar com um sorteio ... e será que pode rolar mais um?!?! 

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Vai melhorar?!

Estava visitando o blog da minha querida amiga Cami, onde ela escreveu um texto sobre o nascimento da princesa Eloíse. E me lembrei do dia em que minha princesa nasceu! Ah meu Deus! Se alguém me contasse juro que ia achar que era mentira. Vamos aos fatos!

Eu não sei a data que engravidei, então a data prevista para o parto era toda baseada nas medidas na Sophia. Se ela fosse gigante, a data poderia ser adiantada; se ela fosse pequena demais, ficaria por anooos na barriga. Enfim, era oração para eu entrar em trabalho de parto. Esse era o maior medo da minha mãe, eu agendar uma data e a Sophia não estar pronta.

Os poucos meses de gestação foram passando e o dia marcado nas ecografias se aproximava. Era entre 06 a 08 de fevereiro. Não pude viajar no Natal nem no Revellion, ficamos por aqui mesmo. Meus pais viajaram, afinal, meu pai não olhava na minha cara, muito menos na minha barriga, então passei o Natal com a família do Ramon e ano novo todos viajaram, ficamos eu, Sophia na barriga, Ramon, Hendrix e Joplin (os cachorros) na antiga casa que a gente morava. EU fiz a ceia e tudo o que tinha direito.

Na consulta do mês de janeiro, meu médico falou para deixarmos agendada a cesária para o dia 08/02, às 08 hora, que seria um domingo. Eu falei que beleza, já que tinha que deixar uma data marcada, mas já que estávamos marcando, será que não poderíamos marcar para o dia 31 de janeiro, aniversário do meu pai e do pai do Ramon?! Ele disse “NEM PENSAR! As 40 semana encerram dia 08/02 pelas ecografias, 31/01 é muito antes. Se romper a bolsa nesse dia é uma coisa, caso contrário será dia 08!”. Tudo bem. Vamos marcar.

Dia 31 saímos para jantar e eu era o centro das atenções “Má ta sentindo alguma coisa?!”; “Má ta bem?”; “Má vai nascer?” ... Sophia nem se mexeu!

Quando foi dia 02/06 de 2009, uma segunda-feira, fui fazer a ultima consulta no obstetra. Até aquele dia Sophia estava super encaixada para um parto normal, e eu estava aberta a essa experiência. Cheguei ao consultório, o médico foi direto ouvir o coração e nada, nadinha de nada! Pensa desespero. Pensa coração parado. Pensa aflição. Era eu pensado que depois de tudo, na reta final, minha filha tinha morrido. Não Marcella, ela só saiu do lugar e se deitou! Enfim ... meu obstetra falou “A gente tinha marcado o parto para o dia 08/02, domingo às oito horas, vamos antecipar para dia 07/02, sábado às 07 horas?!”. Odiei. Primeiro que eu já não tinha gostado dessa história de marcar data e, dia sete, as sete hora, não gostei! Achei o dia feio (me perdoem quem nasceu em sete de fevereiro, mas eu não curti). Mas fazer o que, marquei. MAS ele marcou uma nova consulta para a sexta-feira,06/02 às 16horas.

Chegou quinta-feira e eu estava muito cansada. Tinha trabalhado o dia todo (eu trabalhei até o dia anterior ao nascimento e tinha paciente marcado para sexta-feira), um calor, mal conseguia comer. No final do dia meus pés inchavam porque eu ficava muito tempo ou sentada ou em pé. Um caos. Fui na casa do Ramon e chorei, chorei chorei ... óó céus, óó vida! Sem falar que desde que entrei no nono mês eu não podia jantar a noite ... minha mãe me falou horrores daquela lavagem estomacal!

Cheguei em casa, tomei banho e dormi! Dormia sentada assistindo novela. Não apagava nem a luz! Como fui obrigada a dormir com a porta aperta, alguém sempre vinha desligar a televisão. Quando foram cinco hora da manhã, uhmmmmmmmm, cólica. Uma pontada, um desconforto, um ... passou. Que susto. Quinze minutos depois, a mesma coisa. E assim foi até umas seis e meia, quando eu levantei, fui até o quarto dos meus pais e falei “Mãe, to sentindo uma coisa estranha. Uma cólica que vem das costas até a barriga e para. O que é isso??”. Ela sentou na cama, super dormindo e falou “Vai tomar banho, lava o cabelo que tua irmã vai fazer uma escova em você. Você está em trabalho de parto. Há quanto tempo está sentindo isso?”; “Faz uma hora e meia, está de quinze em quinze minutos.”. Fui pro banho, lavei o cabelo, minha irmã dormindo fez uma escova, liguei pro Ramon e liguei pro meu médico contando a situação. Ele me pediu que fosse para o hospital fazer um exame chamado cardiotocagrafia. Eu fiz teste do toque, 2cm de dilatação e nesse exame cardiotoco nada que exigisse mudanças nos planos. Nos veríamos na consulta as quatro da tarde. 

Saímos do hospital e fomos comprar roupinha e os chocolates da lembrancinha da maternidade. As vendedoras olhavam para mim e perguntavam “Quantos meses?”; “Nove”; “Nossa, e é pra quando?!”; “Pra agora, eu to em trabalho de parto!”. Até hoje elas lembram de mim, quem vai fazer compra em trabalho de parto.

A única coisa que foi estranha foi que não quis almoçar, pedi para ir para casa deitar. Minha mãe viu que eu não estava 100% e ligou para o médico. Nos encontramos no hospital em vinte minutos. Nisso, as contrações eram de cinco em cinco, e depois que minha mãe falou com ele, passou de minuto a minuto. Eu estava com os mesmos míseros 2 centimetros de dilatação, a bolsa não havia rompido e contração a cada minuto. “Vamos conhecer a Sophia agora?” ele me perguntou. Eu disse que sim!

Nunca havia entrado num hospital além do pronto-socorro. Cirurgia, só extração de ciso. Nunca quebrei braço nem perna, embora sempre quisesse. E lá fui eu e Deus para o centro cirúrgico. Aquele avental maravilhoso, pró-pé, gorro, só não tirei os brincos! O Ramon entrou na sala em em segundos Sophia chorou. Eu não! Sim, eu não chorei! A Cami não chorou porque passou mal, outras não choraram porque não ouviram seus bebês chorarem, ou ainda porque não podiam chorar. Eu tinha tudo para chorar, mas não chorei. Na verdade me assustei. Sophia era simplesmente ...... horrível! Ela era tão grande para minha barriga que ela nasceu toda amassada. Orelha, nariz, lábio. E nasceu preta. Tipo negra. Muito cabelo, e preto. Não era minha filha! O nariz estava achatado, a orelha parecia de lutador de vale-tudo. Um lábio estranho. Ela era horrível. Que decepção. E posso falar ... quando iam nos visitar, todo mundo olhava e falava “Puxa, que bom que nasceu com saúde, perfeitinha.”, ninguém sequer falou “Que belezinha”. E ela não tinha cara de joelho (eu nunca entendi essa expressão), ela era feia.

Depois veio icterícia, daí aquelas bolinhas de gordura no rosto que parece espinha e me dava vontade de expremer e até descobrir que ela precisava de reforno de leite em pó, emagreceu uns 700 gramas. E foi assim por um mês! Até que ela engordou, deu uma encorpada e “tomou gosto” pela vida.

Hoke minha Sophia é minha pricesa linda! Que tem um pé com vida própria, um dente extra-numerário e conóide, mas é a princesa mais linda do universo. Um cabelo tão lindo, cheio de caichinhos; uma boca desenhada por Deus; um nariz tão batatinha que dá vontade de comer; mãos lindas e um popozinho que dá vontade de morder!

Hoje eu choro quando escuro aquela vozinha falar “Mamãe, eu amo você!”, tão puro, tão sincero, tão cheio de verdade; Hoje choro quando ela faz coisa errada e eu tenho que chamar a atenção; Hoje choro quando quero ficar com ela e ela precisa ficar na escola; Hoje choro porque sei exatamente o que é “amor incondicional”.

Nasceu!! 
Um banho faz muita diferença!!

Sophia com um dia de vida!

Éhhh, não podia ficar melhor!! Princesa!!


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Instantâneo!

Há algumas semana atrás escrevi aqui no blog sobre a alimentação da minha pequena Sophia. Tenho lido em alguns blogs e algumas página do FB sobre como é difícil a introdução dos alimentos sólidos na rotina do bebê. A comida salga então é a mais “complicada”. Daí pensei: porque não começarmos pela salgada?! Já que o bebê não tem referência de sabor, e o doce é mais fácil (e mais gostoso) e isso dificulta o processo do salgado, porque não esperarmos mais um pouco (ao invés de cinco/seis meses, iniciar do seis/sete meses) e oferecermos primeiro o salgado ... será que não fica “mais fácil”!!??!

Discussões de opiniões contrárias aos pediatras à parte, ontem eu fiz uma pequena loucura com minha Sophia. Não sei se me orgulho, me condeno ou acomodo, mas nunca ofereci para ela aquelas comidinhas prontas da Nestlé. Nem doce nem salgada! Já vi várias idéias de lembrancinhas de aniversário ou mesmo enfeite de mesa para a festa usando aqueles potinhos e..... não posso fazê-las porque não tenho nenhuma. Ofereci, quer dizer, o papai estava comendo Cheetos uma vez e ela pediu, e gostou! Não deixo. Mas ontem foi diferente. Eu fiz, deixei e posso confessar, gostei!

Tudo começou no almoço de domingo. Como estava frio, e com a notícia do meu avô, preferimos almoçar em casa. Meu pai foi pegar lasanha num restaurante. Era a única opção de comida, lasanha! Sophia olhou para a cara e enjoou! Não quis nem chegar perto. Fiquei com aquilo na cabeça.

Ontem fomos ao mercado (como quase todos os dias das nossas vidas) e ela estava bem manhosa ontem, queria colo e por tudo chorava! Não sabia mais o que fazer. Até que ela entrou no corredor das massas e viu, na prateleira de baixo, bem próxima ao chão e na altura dos seus olhinhos uns pacotinhos coloridos, com imagens da Turma da Mônica .... siiiim, era os miojos da Turma da Mônica. Ela olhou, pegou e colocou no carrinho. Escolheu sabor tomate. Eu perguntei “Filha, você quer macarrãozinho da Turma da Mônica?”, a resposta veio rápida e alegre “A Sophia ‘qué’”. Eu peguei sabor carne, vai que ela não curte o de tomate. Fomos embora.

Chegamos em casa, ela brincou, pintou, assistiu filminho e tomamos banho. Ao sair do banho falou que estava com fome, e pediu o “acaãozinho ônica”. Eu fiz. Fiz o de tomate mesmo. Arrumei a mesa para ela, com seu jogo americano do “Carros”, sua bowl de cachorrinho e a chamei para jantar. Para minha surpresa, ela comeu TUDO!!! Não deixou um fio de miojo para contar história. Pediu mais e chorou quando disse “Acabou filha, meus parabéns, você comeu tudo!”. Ela simplesmente adorou, amou, se entupiu de miojo.

Não olhei tabela nutricional, não olhei carboidratos nem sódio, muito menos gordura total, trans e saturada. Olhei minha filha comendo algo novo. VIVA!

Não sei se darei outra vez. Quem sabe faça hoje novamente. Mas sei que fiquei feliz dela querer experimentar e ainda mais gostar.

Uhmmm .... 

Satisfação garantida!!!!

Ihhhhh, acho que acabou!!


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