As dores do mundo!

Daí que esses dias li dois posts sobre relatos de partos, ambos bem fortes e sinceros e, que me fizeram parar e pensar muito sobre o meu parto.


Infelizmente, terei que falar e refalar (existe essa palavra?!) que quando me vi grávida, não compreendia a magnitude do que estava acontecendo comigo e tudo aquilo que viria acontecer a partir daquele momento! Eu não conhecia o que era ser mãe ... eu tinha minha mãe como exemplo: mulher que teve duas filhas, a primeira num susto e a segundo muito bem planejada e desejada, ambas muito amadas. Desde o princípio trabalhou fora, mas isso jamais significou que a educação e cuidados fossem delegados à escola ou babás, embora tenha sempre contato com um, outro ou ambos os serviços. Nunca bateu, mas brigou e chamou muito nossa atenção, não gostava que amigas nos visitasse nem que visitássemos nossas amigas, mas a gente jogava charme e conseguia dormir na casa das BFF! Fomos e somos muito amada, mas tivemos que crescer e amadurecer muito rapidamente.

Depois do exemplo da minha mãe, tive uma tia que foi a primeira mulher grávida que realmente conheci. Esta sim me ensinou o que era ser mãe e todas as suas funções. Acompanhei trimestralmente desde o resultado do exame até o quarto/quinto ano de vida o desenvolvimento da mãe e do filho, incluindo a descoberta de uma diabetes tipo I aos três anos. Aprendi as fases de desenvolvimento e, mais do que isso, como trata-las e cuidá-las.

Em ambas as experiências, o parto foi muito mal divulgado, para não dizer, nada comentado. O que eu sabia eram das perguntas que eu fazia muito antes de estar grávida, era uma questão de curiosidade de menina/mulher.

Cresci ouvindo histórias do tipo:

**Minha mãe I – A primeira gestação estava tudo bem até que aos seis/sete meses o bebê resolveu sentar e por ali ficar. Houve aumento de pressão em função do excesso de peso e por isso assim que a bolsa rompeu, foi para a maternidade, vários testes de dilatação e ninguém compreendia que a criança estava sentada e não teria condições de parto normal. Obstetra chegou e realizou a cesariana.
**Minha mãe II – A segunda gestação foi planejada, sabe até o dia em que houve a fecundação! Todos os cuidados foram tomados, nada de excesso de peso e todos os cursos e exercícios ensinados foram devidamente aprendidos e executados. Bolsa rompeu, ida à maternidade e muitos testes de dilatação e nada. Novamente uma cesariana foi realizada.
**Minha avó materna – Seis gestações, sendo a ultima interrompida numa cirurgia de laqueadura (minha avó não sabia da gravidez). Todas de parto normal, feito em casa. Minha mãe diz que mal dava-se para notar que minha avó estava grávida, porque ela engordava muito pouco. Todas as gestações foram tranquila, porém o penúltimo filho nasceu de parto seco e pesando pouco mais de 5kg, e isso foi muito traumático.
**Uma das minhas tias – Gestação muito deseja e planejada. Todas as atenções da família estavam voltados para esse bebê, afinal, o neto/sobrinho mais novo tinha dezessete anos. Minha tia estava com trinta e seis semanas de gestação quando sentiu uma contração, o obstetra decidiu aplicar uma injeção endovenosa para auxiliar o completo desenvolvimento dos órgãos que ainda não estavam em total formação. Dias após a injeção ela entrou em trabalho de parto e uma nova dose da mesma injeção foi aplicada. Não houve condições (dilatação) para parto normal.

E essas foram as histórias de partos de mães reais que eu sabia. Tudo porque eu sou muito curiosa e sempre perguntei, mas enquanto eu estava grávida, jamais me lembrei disso ou mesmo pensei em perguntar as opiniões, sentimentos e experiências.

Hoje, quando paro e penso e tudo o que vivi há quase quatro anos atrás, confesso que fico pasma com todas as situações e sentimentos que vivi. Na verdade, esse é o problema, em nenhum momento eu vivi aquela situação, eu passei. Eu não sei se eu amei ou odiei toda aquela situação.

Eu descobri que estava grávida numa quarta-feira após o almoço. Durante aquela tarde minha mãe e irmã tinham horário no salão de beleza e eu fiquei lá, sentada, sem fazer nada, sem pensar em nada, sem desejar nada. Foi uma tarde em que fiquei inerte, off-line de tudo e todos. Quando soube que iria ver meu pai, daí bateu o desespero e o medo ... mas ele me abraçou e disse “Eu te amo”.

No dia seguinte eu precisei sair para comprar roupas para mim, porque durante a noite uma barriga apontou e todas as minhas roupas (calças) não fechavam na cintura! Na sexta-feira eu fiz uma consulta na minha clínica geral que me forneceu uma requisição para ecografia. Consegui horário para o mesmo dia. Quando achei que teria apenas a confirmação de que estava grávida, descubro que estava com quase cinco meses, um feto de dezesseis centímetro, oitocentos e algumas gramas, sexo feminino e que nasceria no início de fevereiro. O médico que realizou o exame ainda me assustou, no início disse que eu poderia estar grávida de sete ou oito meses (OI?!?!? COMO ASSIM?!?!) e depois me questionou se eu ainda não havia sentido o bebê mexer, quando eu disse que não ele se preocupou, mas depois disse que estava tudo bem. TUDO isso demorou uns cinco, seis, no máximo dez minutos.

Depois disso eu só pensava no exames que eu havia deixado de fazer e aqueles que teria que fazer urgentemente, qualquer deficiência ou problema, quem sabe seriam tarde demais para corrigir. Mas por um milagre de Deus, Sophia era perfeita. Eu temia pela sua saúde em virtude de algumas radiografias que realizei no consultório da minha mãe, fora exercícios físicos (incluindo aula de Muay-Thai) e ingestão nada acidental de remédios para emagrecer.

Os meses foram passando e tudo o que eu fazia era trabalhar. Não conseguia ver melhor maneira de “agradecer” por tudo o que minha mãe estava fazendo por mim e pela minha filha. Todo o enxoval, seja minhas novas roupas, da nova casa e do bebê, tudo foi comprado pela minha mãe, isso até o ano novo, porque assim que 2009 chegou, meu pai começou a amar a ideia de ser avó.

ABRE ASPAS

O abraço e o “Eu te amo” do meu pai no dia da descoberta, foi o único contato que tivemos no restante daquele ano. Se a gente se cruzava dentro de casa, ele desviava o olhar para qualquer outro ponto oposto à minha pessoa. Foi horrível!

FECHA ASPAS

Só sei que não sentei diante do computador para pesquisar absolutamente nada sobre gestação, não comprei nenhuma revista ou livro, não assisti nenhum programa, não fiz nenhuma pergunta para meu obstetra. Não contava para ninguém que estava grávida e se saia desejava não encontrar ninguém.

Lembro-me apenas que perguntar ao me obstetra se parto normal e a cesariana eram o mesmo preço. Só isso. No mais, não tive vontade de querer saber mais nada.


Entrei em trabalho de parto sem saber que aquilo era trabalho de parto. Sentia uma pontadas, um incomodo, uma espécie de cólica menstrual super forte e aguda que durava pouquíssimo tempo e passava. Isso ficou por algum tempo, até que me levantei da cama, fui até o quarto dos meus pais, acordei minha mãe e expliquei a dor; Ela calmamente sentou, pediu para eu tomar banho, lavar o cabelo e iria acordar minha irmã para fazer uma escova. Eu fiz tudo isso. Quanto terminei de secar o cabelo, liguei para meu médico que me indicou ir ao hospital/maternidade para fazer o exame de cardiotoco, eu fui, fiz e como tinha consulta na parte da atarde no obstetra, ele iria me avaliar, eu estava com dois centímetro de dilatação. Algumas horas se passaram, a intensidade da dor aumentava e o intervalo entre elas diminuía. Voltei ao hospital/maternidade e não saí mais. Os mesmos dois centímetros permaneciam. Fui caminhando para o centro cirúrgico, aonde fui muito querida e cuidada. Em alguns minutos Sophia nasceu através de uma cesariana.

Não tive nenhum problema no pós operatório. Sophia nasceu às 13h45 e lá pelas 17h30 eu suplicava por levantar da cama e tomar banho. Pedido atendido! No banho, deixei o sabonete cair no chão e no impulso, me abaixei e peguei, assim, como se nada tivesse acontecido.

Mas sabe que hoje, quinta-feira, trinta e um de maio eu repenso tudo o que houve. Dizer que errei, não! Afinal, eu não tinha a menor ideia e dimensão daquilo que estava vivendo.

Felizmente não tenho más lembranças do parto, e não tenho queixa ou reclamação, porém hoje, graças a blogosfera e tudo o que aprendi nesse mais de um ano de blogueira aprendi os benefícios e a importância do parto normal.

Às mamães blogueiras que escreveram seus relatos, desabafos e opiniões sobre os tipos de parto e esclarecendo os benefícios do parto normal, meu muito obrigada! Graças a vocês, numa próxima gestação, com certeza estarei aberta, disposta e se tudo permitir disponível. 

As imagens foram retiradas na internet, OK!??

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Mon Parti, por Fabiana Muranaka

O SEU CHÁ


Estar em estado de chá é sentir vontade de comemorar, festejar a vida! Por isso, não é necessário estar prestes a se casar ou a ter um bebê, que são momentos maravilhosos. O legal destes momentos é comemorar a iminência de uma grande emoção, e o mais legal ainda é percebermos a iminência de grandes emoções em todos os instantes de nossa vida! Assim, é importante acreditar que podemos viver chá de aniversário, chá de “desaniversário” (alices de plantão, eu não resisti), chá de casa nova, chá de casa não tão nova, chá de casa que se adora, chá-bar, chá de bar da galera, chá de encontro de amigas e amigos, chá de reencontro de amigos e amigas, chá de aniversário de casamento, chá de solteiras e solteiros, chá de formatura, chá de quase formatura, chá de quinze anos, chá de vários quinze anos, chá de primeiros anos, chá de tudo que você quiser, desejar e sonhar.

Para tanto, você precisa, antes de tudo organizar uma lista de convidados. Pode ter uma lista de presentes para sua comemoração, já no convite ou indicar uma loja para quem desejar presentear nesta comemoração. Depois escolher um local que acomode todos da maneira que deseja viver seu chá com festa, ou seja, mesas e cadeiras para todos se servirá almoço ou jantar, banqueta e bar se quer fazer uma balada com música e assim por diante. Aí é interessante pensar num tema pra decoração e o cardápio pode acompanhar esta temática (pense em comidinhas fáceis de serem servidas e degustadas). Se desejar presentear seus convidados providencie uma lembrança de sua reunião, elas podem ser de comer, de guardar ou de usar, qualquer que seja sua opção, seus amigos sentirão o seu carinho.

            Por fim, não se esqueça de agradecer a todos por compartilharem este momento contigo! Resumindo, pra você não esquecer, o básico pra organizar o seu chá é:

* Lista de convidados
* Local
* Convites
* Decoração
* Cardápio
* Lembrancinhas
* E obrigado!


Chá com Festa

Chá com Festa

Chá com Festa

Fabiana Muranaka é Party designer e estará no Mon Maternité quinzenalmente às quartas-feira falando sobre festas, decoração e conceitos. Caso você tenha alguma dúvida, sugestão ou queria que algum assunto seja apresentando, envie um email para monmaternite@monmaternite.com! Ficaremos muito felizes em atende-la!




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Parceria e sorteio ... assim é muito mais gostoso!

O blog é uma ótima oportunidade que temos de ir atrás do novo, sair com busca de novidades e dicas para apresentar a aqueles que por aqui passam. Eu sempre estou atrás de coisas que possam auxiliar o desenvolvimento da maternidade, e isso não significa apenas passar dicas e relatos sobre momentos que vivemos, eu e princesa, mas é estar em busca de coisas que agreguem no dia a dia da mulher, desde o ser mulher, desejar engravidar, gestação, nascimento, maternidade real e unir tudo isso a uma rotina que inclui marido, casa, trabalho e bem estar!

Numa busca pelo novo, pelo diferente, pelo moderno ... encontrei algo tão simples, mas que faz toda a diferença e que, se encaixa perfeitamente em tudo aquilo que procuro para passar para vocês. Nessa busca, encontrei a Aquela Lembrança, loja virtual que atende seus desejos com “lembrancinhas personalizadas e diferentes para casamento, noivado, chá de bebê, chá de cozinha e datas comemorativas em geral”! 

Para conhecer todos os produtos, acesse o site AQUI!!


A "Aquela Lembrança" surgiu do meu gosto e paixão de fazer artesanato. Quando me casei, fiz as tags, os porta-guardanapos, os convites e mais algumas coisas. Todos acharam lindos. Em seguida uma amiga pediu ajuda, e assim fui fazendo, até que tive a ideia de começar a vender.

A ideia principal é produzir, além das lembranças tradicionais, mas novidades no mercado de lembrancinhas uma coisinha ou outra de decoração (como as letras). Caixinhas diferentes, doces diferentes, enfim, mudar a forma de agradecer um convidado ou alguém querido por ter participado da sua festa.

Gosto de uma trabalho bem personalizado para que fique exatamente como o cliente pede.

Ainda não tenho loja física, somente a virtual: www.elo7.com.br/aquelalembranca
No facebook, a Aquela Lembrança tem crescido bastante, o que tem divulgado legal.

O nome surgiu pela duplicidade da frase: Aquela Lembrança - A lembrança que e AQUELA lembrancinha pro seu evento, do tipo, quero AQUELA e também, na forma de AQUELA LEMBRANÇA boa que ficou do dia da festa.
                                                                  

              
E nesse clima de lembrança, recordação e eternizar bons momentos é que a Aquela Lembrança nos presenteou com uma parceria, que já seria suficiente para eternizar uma lembrança maravilhosa ... porém a gente quer mais e quem terá Aquela lembrança maravilhosa e eternizada será você se participar do sorteio que começaremos hoje!!!

E sabe o que você vai ganhar?!? O nome daquela pessoa que você ama eternizada, em MDF encapadas com tecidos lindíssimos!!!

Essas letras podem ser suas!


Então ... que seja iniciado o sorteio Mon Maternité/Aquela Lembrança!

O sorteio começará hoje, 29/05/2012, terça-feira e encerrará em 22/06/2012, sexta-feira às 18h!

Vamos às regras?!?!

01 Morar ou ter endereço de entrega no Brasil;

02* SEGUIR o blog Mon Maternité, para isso não é necessário possuir um blog, basta ter conta no Google, Yahoo e/ou Twitter! Basta clicar no PARTICIPAR DESSE SITE na barra lateral a direita deste blog!

03. Responder o formulário AQUI!

Chance extra?!?! Claro que tem!!! Basta estar conectado às redes sociais!

No Facebook – duas chances!

CURTIR as fan pages do Mon Maternité e da Aquela Lembrança
* CURTIR as DUAS fan pages dá direito a mais uma participação;
Fan page do Mon Maternité AQUI
Fan page da Aquela Lembrança AQUI 

Compartilhar a imagem que está na fan page do blog Mon Maternité
* COMPARTILHAR a imagem dá direito a mais uma participação;
A imagem que deverá ser compartilhada é essa AQUI

No Twitter – duas chances!
SEGUIR o blog Mon Maternité
* SEGUIR o blog dá direito a mais uma participação;
Twitter do Mon Maternité AQUI

Twittar a frase “Eu quero ter aquela lembrança eternizada ganhando o sorteio do blog @MonMaternite http://www.monmaternite.com/2012/05/parceria-e-sorteio-assim-e-muito-mais.html”
* TWITTAR a frase dá direito a mais uma participação;

E então ... alguma dúvida?!?! Alguma pergunta?!? Estou a disposição para esclarecer eventuais dúvidas pelos comentários deste post e pelo email monmaternite@monmaternite.com

Desejo à todos uma boa sorte!!!  

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Blogagem Coletiva Esmalte e Estampa

Essa semana, a Fernanda Reali tem como tema para a BC semanal com esmaltes, estampas. Confesso que na hora fiquei me perguntando como iria participar, que tipo de estampa e como mostrar aqui no blog aquilo que gosto.

Daí me lembrei que no início do ano, minha tia amada que é super prendada e faz bonecos e animais de pano, me deu uma imensidão de retalhos para usar nos meus scraps ou fazer algumas coisas para Sophia e, com esses retalhos farei minha participação na Blogagem Coletiva Esmaltes e Estampas.

A cor de esmalte escolhida essa semana foi azul pavão da Impala, coleção Disco. O nome é azul, mas super parece verde!



Quer estampa mais gostosa do que estampa de bebê?! Por isso escolhi o push com desenhos de ursinhos que remete as estampas usadas pelos bebês recém-nascidos!



ADORO xadrez! Se pudesse (entende-se por estar mais magra) usaria muita roupa xadrez, desde calça até casaco! Adoro estilo cowgirl!



Não sei como chama esse tipo de estampa, mas é super característico de bandana, um acessório que acho um charme! No verão, uso na cabeça, sem nenhum tipo de medo!



Essa estampa de coração é de um cachecol da Sophia que peguei para mim! Adoro coração e as cores, o contraste deixa tudo mais delicado.



Espero que tenham gostado! Eu adoro participar das BC e tentar unir a cor escolhida para a semana com um tema cada semana mais diferente! 

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A maternidade e o mar!

E eis que eu ando muito pensativa sobre a maternidade. Tenho refletido muito sobre a forma que vivo a maternidade e que o que estou fazendo com essa benção que Deus me deu. Acho que quando nós, mamães assumimos o compromisso de compartilhar nossa maternidade com mamães, mulheres e gestantes, nos colocamos numa espécie de vitrine, aonde estamos expostas para todos olharem, comentarem e darem suas opiniões.

Hoje foi meu dia de postagem no delicioso Recanto das Mamães Blogueiras e, por lá, fiz um texto, uma reflexão sobre o crescimento da blogosfera materna e os caminhos que estamos seguindo. Convido a todos para acessar AQUI e deixar seu comentário.

Mas daí que hoje me bateu um sentimento de maternidade, um sentimento de gratidão pelo #sermãe.

Não me canso de dizer e escrever que tudo o que aconteceu na tarde de vinte e nove de outubro de 2008 fui inesperado e porque não dizer, indesejado. Estava com vinte anos, fazendo faculdade, sonhando em um dia morar fora do Brasil e poder viver e aprender muito do mundo e sobre o mundo. Tinha um namorado que amava e que desejava sim que fosse meu marido e pai dos nossos filhos, mas até isso acontecer levaria anos. Que engano ... foi num teste de gravidez comprado na farmácia que vi meus sonhos acabarem e meus desejos mais longínquos tornando-se real: eu estava grávida. Mas tudo bem, ainda teria nove, oito no máximo sete meses para compreender tudo o que iria acontecer na minha vida, mas não ... eu tinha apenas quatro meses para colocar as ideias no lugar, mudar o rumo e o ritmo da vida e colocar os sonhos numa caixinha de música e viver a viva como ela é.

Não entendia a diferença entre parto normal, natural, humanizado ou cesariana. Não sabia da importância real da amamentação e as consequências que isso traria para mim e o bebê. Não estava disposta a trocar algumas dias de sono por noites acordadas. Não compreendia o tal “amor verdadeiro e incondicional” que muitas pessoas diziam sentir por um filho. Tudo isso e muito mais foram colocados na minha mente, nos meus braços, nos meus ombros, nas minhas costas, na minha vida no momento em que Sophia nasceu e eu tive que aprender sozinha o que era ser mãe.

Jamais vi programas, não pesquisei nada na internet e confesso que escondi aonde podia minha nova situação. Era mais fácil entregar aquele bebê nos braços da minha mãe e falar “cuida!”. Isso me envergonha profundamente hoje, mas sei que foram por essas e outras que hoje sou a mãe que sou, que posso vir aqui, diante de mulheres muito mais velhas, muito mais experientes, muito mais vividas e dar minha opinião e ser respeitada, afinal ... nem sempre a idade é que nos amadurece.

Por isso, hoje, um dia muito feio na capital paranaense, chuva e frio, temperatura de 16 graus, que eu decidi refletir sobre a minha maternidade, como eu tenho vivido ela e como eu tenho apresentado ela para aqueles que por aqui passam. Será que tenho vivido a maternidade real? Será que tenho sido uma mãe que merece créditos? Será que tenho sido exemplo o suficiente para vir aqui e expor minha vida e da minha família?

E daí que olhando a chuva e sonhando com um verão que está longe de chegar, foi que me lembrei da beleza e da maravilha que é o mar e o quanto vê-lo me faz bem, principalmente depois de quatro anos sem senti-lo, afinal de contas, nem um maiô daqueles bem grandes e feios me fariam bem o suficiente para “desfilar” meu melhor estilo Free Willy.

E não é que percebi que a maternidade muito se parece com o mar! Da sua grandiosidade às experiências, da descoberta ao conhecimento ... em muito, o mar e a maternidade se igualam.

Deixo aqui com você minha reflexão, meu desabafo, meus sentimentos. Quem quiser, pode copiar, colar e divulgar! Ficarei feliz em ver meus pensamentos soltos traduzidos em palavras soltos por aí!


  


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Resultado sorteio Mon Maternité/Cuack

Como é delicioso fazer uma promoção, com um parceiro tão maravilhoso ... tudo flui perfeitamente! Ontem, segunda-feira, vinte e um de maio encerramos as inscrições para o sorteio em parceria com a Cuack, que nos presenteou um adesivo a escolha do/a ganhador/a!

Esse sorteio era bem chuchu beleza, as regras eram super simples ... bastava deixar um comentário nesse link AQUI com nome e email e ir no site da Cuack e fazer o cadastro. Infelizmente, quem não deixou o email no comentário não participou do sorteio. Buáááá ... agora quem participou e teve o nome escolhido pela princesa Sophia, só vai ser coroada com o presente se fez o cadastro no site da Cuack.

O sorteio em vídeo foi realizado e o nome da vencedora registrado. Foram vinte e duas participações válidas e apenas UMA poderá ganhar o adesivo que quiser ... então vamos ao sorteio?!?

Antes do tão esperado vídeo, vamos as fotos que registram os papéis com os nomes das participantes. Dessa vez, Sophia me ajudou até na contabilidade dos votos!


22 papéis!! 


Preparadas ... então vamos ao tão aguardado sorteio!!! E quem ganhou foi a ....




PARABÉNS!! Irei mandar um email para a Cuack para conferir se o cadastro foi feito corretamente, daí sim ... você receberá um email confirmando que você ganhou! Caso o cadastro não tenha sido feito corretamente, um novo sorteio será realizado, OK?!? Deu para entender?!?? Tomara que siiiiim!!!

Cuack, mais uma vez muitíssimo obrigada pela confiança!

Quem não ganhou não fique triste ... basta entrar no site da Cuack AQUI e comprar um adesivo lindíssimo para decorar casa, escritório ou presentear alguém querido!

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Pra quem não conhece a TulipaBaby !!!

Os móveis da Tulipababy são fabricados pela empresa catarinense Móveis Caftor Ltda, fundada no ano 2.000, ela é uma empresa exportadora que desde seu nascimento vem atendendo o exigente mercado europeu e americano. Para fornecer para este mercado, seus berços passam por rigorosos testes de segurança da norma européia EN-716 1:2, nos quais são verificados quesitos como: resistência, estabilidade, durabilidade, dimensões, verificação de partes protuberantes, espaçamentos, aberturas, se há presença de partes destacáveis, etc.


CADEIRA FORMIGUINHA

Esta linda cadeira pode ser utilizada por crianças pequenas ou como item de decoração. Sozinha ou na compania de bonecas, ursos e outros enfeites, este artigo pode ser utilizado em diversos ambientes. Além disso, pode ser utilizado para crianças pequenas, com até 2 anos de idade, sempre na compania de um cuidador. Seu filho adorará treinar a coordenação motora se sentando e levantando sozinho em sua própria cadeirinha, estimulando pouco a pouco sua independência.
BONECA ANJO LUIZA – DECORATIVA

A boneca anjo Lila foi desenvolvida para ser usada como artigo de decoração. Inspirada nas bonecas Tilda de origem norueguesa, é um produto artesanal, totalmente feito a mão.
Importante: Devido a sua delicadeza não deve ser utilizada como brinquedo.


SANDÁLIA ALZIRA – ROSA BEBÊ



A sandália Alzira rosa é confeccionada com as tradicionais sandálias Havaianas modelo Top e decorada com tecido de diversas cores, para o conforto da mamae e também para seus filhos. Esta é uma ótima opção para presentear quem você ama.


ALMOFADA AMAMENTAÇÃO

Esta almofada em formato em U, além de decorativa tem várias utilidades. Serve como apoio no momento da amamentação, deixando o bebê em altua ideal de forma aconchegante. Também beneficia a mamãe para amamentar em posição ergonômica. Depois da mamada é possível colocar o bebê para descansar sobre a almofada. Como nos primeiros meses de vida, ao ficar sentado sozinho, o bebê pode se desequilibrar e bater a cabeça no chão, para evitar estas quedas, amarre a fita desta almofada na cintura do bebê. Com acabamento de ótima qualidade, possui zíper facilitando a higienização do produto. Em tecido piquet branco com detalhe em palha (vide foto), preparamos também outras quatro cores para você escolher.


ALMOFADA 4 FITAS

Ideal para decoração, torna o quartinho do bebê mais agradável, aconchegante e requintado. Costurado com muito capricho apresenta detalhe em renda branca. Possui zíper para retirada do enchimento, facilitando a higienização do produto. 


Gostou, então acesse o nosso site www.tulipababy.com.br,
estamos aguardando sua visita!!!

**Este texto foi um publieditorial.

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Blogagem coletiva: Esmalte e Maquiagem

Semana passada tive que me virar nos trinta para conciliar a cor do meu esmalte com o tema da blogagem coletiva da Fernanda Reali, mas essa semana a querida amiga Andréia Sales já tinha me avisado antecipadamente que o tema seria maquilagem, por isso, já estava preparada e pude pensar com carinho numa cor de esmalte que combinasse com outro momento glamour das mulheres, maquilagem!

Minha relação com maquilagem é simples: se estou gorda simplesmente abomino tal momento de dedicação e cuidados comigo mesma; se estou menos gorda me sinto a vontade em me olhar no espelho e fazer uma boa produção. Simples né?!

Fui conquistando um acervo de maquilagem muito bom ao longo do tempo, afinal já fui uma consultora Natura e consultora de beleza independente Mary Kay, e em ambos os casos acabei me falindo comprando mais coisas para mim do que para vender! Então tenho várias coisas! Claro que meu sonho seria trocá-las facilmente por MAC, HOT, Givenchy, Dior ou Lancôme, mas falta-me $$$, então fico felicíssima com meu acervo pessoal!

Já faz um tempo que não uso e ouso numa make legal, acho que a última grande maquilagem que fiz foi para o casamento da minha prima, onde todos elogiaram!

Gosto de uma make bem básica, em qualquer ocasião. Para o dia, blush, batom e máscara para cílios são fundamentais; para a noite, um ótimo olhos preto faz toda a diferença. Em ambas as situações, o que faz a diferença é preparar a pele muito bem, esse é um segredo para uma maquilagem digna de salão!

O esmalte da semana que escolhi foi o da Revlon, 901 Fuschia Fever.



Meus maiores mimos, um estojo de gloss da Dior que ganhei num Natal da minha irmã, amooo tanto que não tenho coragem de usar e o famoso blacktrack da MAC, um delineador em gel, super recomendo para quem gosta de um olho preto!




Para o dia a dia, segue o ritual: base, pó, máscara para cílio, blush e batom. Para dar um up, pode usar uma sombra discreta, delineador e um iluminador!







Na nécessaire, corretivo, blush, pó, lápis, batom ou gloss. Um dica, prefira os pós e blushes com pincéis, facilita muito e não tem perigo de sujar toda a nécessaire com as cores escolhidas!     



Minha make up para o casamento da prima ... fotos com Sophia princesa, irmã e mamãe!





Espero que tenham gostado! Eu adorei esse tema ... agora é esperar o da próxima semana!

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Vamos falar de sexo?!!?

Eu sei, é um tema tabu! Alguns acham polêmico, outros preferem falar apenas entre quatro paredes e existem ainda os que tapam os olhos para ele, mas saibam ... é hora de falar! Há tempos penso em falar sobre isso aqui no Mon Maternité, ficava me imaginando como abordar, como falar, como tratar, mas chega uma hora que não dá, é preciso abrir o coração, esquecer a vergonha e falar abertamente!

Quando nós, mulheres, somos crianças, brincamos muito de casinha (ou como eu chamava, de com a gente mesma). É ai que começamos nosso post. A gente tem lá pelos cinco, seis anos e começamos a nos imaginar com vinte e poucos anos, já casadas, com filhos (nossas bonecas), profissionais bem sucedidas e com uma vida próspera e realizada. Na maioria das vezes nosso mundo é todo feminino, somente meninas brincam e nossas bonecas lindas são sempre nossas filhas, princesinhas da mamãe.

O tempo vai passando e a adolescência chega; com ela as paqueras e as primeiras paixões. Corações com as iniciais do futuro e, quase sempre inexistente casal. Se tivermos muita sorte, conquistamos o coração do rapaz amado e o primeiro beijo enfim acontece!

Com o primeiro beijo surge o primeiro namorado e daí é que a coisa começa a esquentar. O amor é eterno, o homem da nossa vida e os planos para casar, ter filhos e ter aquela vida dos tempos de brincar de casinha. Um sonho sendo realizado!

Nem sempre tudo são flores na vida e quem sabe um rompimento. Choro, lágrimas e ranger de dentes. A vida acabou, uma vontade de morrer ... até que um novo amor e um novo namoradinho aparecem. Novos tempos virão o sonho do futuro perfeito que parecia ter terminado junto com antigo namoro despertam com o novo amor.

Há algumas histórias que “terminam” por aí e seguem seu “felizes para sempre”, outros casos a batalha continua até que a tampa e a panela se encaixem e a vida em família comece a seguir! Namorar, casar, ter filhos e ser feliz ...

Mas tá, e aonde entra o assunto sexo nessa história!?

AGORA!

Quando você, mulher, brincava de casinha, como você imaginava sua vida de gente grande?!? Alta, magra, linda, casada com um homem maravilhoso, com filhos lindos, estou certa ou errada?!?! Mas o que mais quero saber: qual o sexo dos seus filhos?!? Você pegava as bonecas e chamava elas do que: Natália, Sophia, Valentina ...

Quando você começou a namorar seu primeiro namorado e começou a sonhar que iriam se casar e viver felizes para sempre, você sonhava em ter filhos?! Quantos?! Qual era o sexo das crianças!? Geralmente um casal, não é mesmo?!

Quando você se casa e começa a planejar engravidar, você continua com o sonho de ter meninos e meninas?!?

Quando você está grávida, até a descoberta do sexo do bebê você sonha e planeja ter menino ou menina, e mostra uma predileção por algum dos sexos ou dá aquele discurso “Estamos felizes com o que vier, amaremos do mesmo jeito!”?!?

Mas e se quando você engravida o resultado é menina ... você confessa e afirma que preferia um menino?!? Aí está o “X” do meu post, nós, na maioria das vezes temos medo, vergonha de dizer que esperávamos ter um bebê menina quando estamos gravidas de meninos, por exemplo!

Aqui no consultório ouço muitas histórias, acho que daí que nasceu minha paixão pela psicologia! Cada um tem uma história ... algumas são meio bobolinas, outras são de arrepiar os cabelos, mas todas nos ensinam muito!

Depois que engravidei, as mulheres que já eram mamães, começaram a falar mais sobre maternidade comigo. Já conversei com mulheres que afirmaram que não tinham a menor vontade de ser mãe, e que engravidou porque o marido muito quis; outra já me falou que não se sente 100% mãe porque não puderam fazer parto normal; mas já ouvi histórias de mamães que tiveram filhas meninas e depois meninos e, sussurrando confessaram que não queriam ser mães de meninas, e quando souberam da segunda gestação, aí sim pode dizer que amou estar gravida e ser mãe!

Minha reflexão de hoje é: porque será que escondemos isso?! Será pecado querer uma menina e estar grávida de menino, por exemplo?! Os pais podem gritar aos quatro ventos que querem meninos para jogar futebol, brincar de Leggo e jogar vídeo-game, mas nós, mamães não podemos dizer que queremos ser mamães apenas de meninos?!? Aí entra um sentimento que só existe na maternidade: mesmo desejando outro sexo, nós já amamos aquele frutinho que está no nosso ventre, e jamais nos culpamos ou o culpamos pela não realização desse desejo!

Quando descobri que estava grávida, eu não tive muito tempo para sonhar com sexo ou nomes, descobri numa quarta-feira a tarde, passei o resto daquele dia muito mal, no dia seguinte a ficha ainda não havia caído e no outro dia, eu descobri Sophia dentro de mim! Mas se posso confessar, nos tempos de namorado e planos do futuro, eu sempre me via mãe de um casal, primeiro um menino depois uma menina! Não foi assim que aconteceu!

Minha mãe também me queria menino, diz que fazia ecografias mensais com a esperança que o médico estivesse enganado ... até peças do enxoval foram de meninos, porque ela tinha certeza de que eu era menino! Até hoje, tenho absoluta certeza da minha feminilidade, hahahaha!

Será que é feio, errado, pecado desejarmos o sexo do bebê e, quando nos vemos grávida do sexo oposto sentir aquela pequena pontinha de “chateação”?!?

Eu desejo muito que o próximo frutinho que um dia virá seja menino, embora papai já tenha planos com uma princesa, mas é pedir para Deus! Ainda que não existe como escolher o sexo do frutinho, somente muita oração e jejum, e mesmo assim, tem que ser segundo a vontade de Deus, mas podemos sonhar ... afinal de contas, quer sonho mais delicioso do que sonhar com o sexo de um amor incondicional que existe e/ou existirá na sua vida?!



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